quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Deixe sua Raiva Secar

Ola ^^
Recebi essa mensagem de uma amiga e gostei muito ^^
Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta. Diante de uma situação difícil, lembre-se sempre: Deixe a raiva secar.
 
***
 
Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convida-la para brincar.
Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manha. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo?
Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?
Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.
Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo. Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atras da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim.
Não foi minha culpa.
Não tem problema, disse Mariana, minha raiva ja secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar historia do vestido novo que havia sujado de barro.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sugestão de Posts: Médicos Sem Fronteiras


Oi, amigos! Tudo Certo?
Recebi o e-mail de uma leitora do nosso blog chamada Luma.
Ela enviou um e-mail solicitando que fosse feito uma postagem sobre o trabalho dos Médicos Sem Fronteiras, eu já conheço um pouco sobre o maravilhoso trabalho desenvolvido por esse ONG. É muito importante que trabalhos como esses sejam divulgados e apoiados, fazendo isso "já faz com que sintamonos um voluntário" (parafraseando a Luma [será que é Luma de Oliveira?]).
Aproveito a oportunidade para deixar o recado de que quem tiver uma sugestão de postagem pode enviar-me um e-mail ou deixar um recado na caixa de bate papo do site e sua solicitação será analisada e provavelmente se tornara um post.
Um grande abraço para todos, porém hoje deixo um abraço especial para a Luma ^^ e agradeço-a pela colaboração.

***

Exposição de Médicos Sem Fronteiras em Brasília

Brasileiros engajados na ajuda humanitária ao redor do mundo relatam suas experiências

A exposição Experiências de Vida (www.experienciasdevida.org.br) acontece até o dia 12 de novembro no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília. Fotos, depoimentos e vídeos ilustram as dificuldades e vitórias dos profissionais brasileiros que atuam em diversos países.

Apoiada em quatro pilares (catástrofes, fome, conflitos e epidemias), a exposição conta com uma parte interativa, onde os visitantes podem gravar mensagens de incentivo aos brasileiros de MSF. Essas mensagens irão para o site da exposição e as 10 mais acessadas serão premiadas com brindes MSF.

Experiências de Vida pretende alcançar um sucesso ainda maior que a última exposição que percorreu 10 capitais brasileiras e reuniu cerca de 200 mil pessoas.

Evento: Exposição Experiências de Vida

Local: Shopping Conjunto Nacional (ala Norte, piso 1)

Data: 13 de outubro a 12 de novembro

Visitas monitoradas: segunda a sábado, das 11 às 20 horas

Entrada: Grátis


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Catástrofes Naturais 3 - Lua Como Sangue

Oi ^^
Esta é a ultima postagem desta serie e continuidade da ultima, caso não tenha lido a postagem Catástrofes Naturais 2 - O Escurecimento do Sol e da Lua leia antes de iniciar a leitura desta, para seu maior entendimento.
 
***

"A extensão dessas trevas foi extraordinária. Observaram-se na parte oriental até Falmouth. Para o oeste, atingiram a parte mais remota de Connecticut e Albany. Para o sul foram observadas ao longo das costas, e ao norte até onde se estende a colonização americana." - História do Início, Progressos e Estabelecimento da Independência dos Estados Unidos, Dr. William Gordon.
Seguiu-se às intensas trevas daquele dia, uma ou duas horas, antes da noite, um céu parcialmente claro, e apareceu o Sol, posto que ainda obscurecido por negro e pesado nevoeiro. "Depois do pôr-do-sol, as nuvens novamente subiram, e
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escureceu muito rapidamente." "Tampouco foram as trevas da noite menos incomuns e aterrorizadoras do que as do dia; não obstante haver quase lua cheia, nenhum objeto se distinguia a não ser com o auxílio de alguma luz artificial, que, quando vista das casas vizinhas ou de outros lugares a certa distância, aparecia através de uma espécie de trevas egípcias, que se afiguravam quase impermeáveis aos raios." - Massachusetts Spy, ou Oráculo Americano da Liberdade, Thomas. Disse uma testemunha ocular daquela cena: "Não pude senão concluir, naquela ocasião que, se todos os corpos luminosos do Universo tivessem sido envoltos em sombras impenetráveis, ou arrancados da existência, as trevas não teriam sido mais completas." - Carta pelo Dr. Samuel Tenney, de Exeter, N. H., dezembro de 1785. Posto que às nove horas daquela noite a Lua surgisse cheia, "não produziu o mínimo efeito em relação àquelas sombras sepulcrais". Depois de meia-noite as trevas se desvaneceram, e a Lua, ao tornar-se visível, tinha a aparência de sangue.
O dia 19 de maio de 1780 figura na História como "o Dia Escuro". Desde o tempo de Moisés, nenhum período de trevas de igual densidade, extensão e duração, já se registrou. A descrição deste acontecimento, como a dá uma testemunha ocular, não é senão um eco das palavras do Senhor, registradas pelo profeta Joel, dois mil e quinhentos anos antes de seu cumprimento: "O Sol se converterá em trevas, e a Lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor." Joel 2:31.
Cristo ordenara a Seu povo que atendesse aos sinais de seu advento e se regozijasse ao contemplar os indícios de seu vindouro Rei. "Quando estas coisas começarem a acontecer", disse Ele, "olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima." Ele indicou a Seus seguidores as árvores a brotarem na primavera, e disse: "Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto." Luc. 21:28, 30 e 31.
Mas como o espírito de humildade e devoção na igreja cedera lugar ao orgulho e formalismo, esfriaram o amor a Cristo e a fé em Sua vinda. Absorto nas coisas mundanas e na busca de prazeres, o povo professo de Deus estava cego às instruções do Salvador relativas aos sinais de Seu aparecimento. A doutrina do segundo advento tinha sido negligenciada; os textos que a ela se referem foram obscurecidos por interpretações errôneas, a ponto de ficarem em grande parte esquecidos e ignorados. Especialmente foi este o caso nas igrejas da América do Norte. A liberdade e conforto desfrutados por todas as classes da sociedade; o ambicioso desejo de haveres e luxo, de onde vem o absorvente empenho de adquirir dinheiro; a ansiosa procura de popularidade e poderio, que pareciam estar ao alcance de todos, levavam os homens a centralizar seus interesses e esperanças nas coisas desta vida, afastando ao futuro longínquo o dia solene em que passaria a presente ordem de coisas.
Quando o Salvador indicou a Seus seguidores os sinais de Sua volta, predisse o estado de apostasia que havia de existir precisamente antes de Seu segundo advento. Haveria, como nos dias de Noé, a atividade e a agitação das ocupações mundanas e da procura de prazeres - comprar, vender, plantar, edificar, casar, dar-se em casamento - com olvido de Deus e da vida futura. Para os que viverem nesse tempo, a advertência de Cristo é: "Olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia." "Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do homem." Luc. 21:34 e 36.
A condição da igreja neste tempo é indicada nas palavras do Salvador, em Apocalipse: "Tens nome de que vives, e estás morto." E aos que se recusam despertar de seu descuidoso sentimento de segurança, é dirigido este aviso solene: "Se não vigiares, virei a ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei." Apoc. 3:1 e 3.
Era necessário que os homens fossem advertidos do perigo; que se despertassem a fim de preparar-se para os acontecimentos solenes ligados ao final do tempo da graça. Declara o profeta de Deus: "O dia do Senhor é grande e mui terrível e quem o poderá sofrer?" Quem estará em pé quando aparecer Aquele que é tão puro de olhos que não pode ver o mal, e não pode contemplar a vexação?" Joel 2:11; Hab. 1:13. Para os que clamam: "Deus meu! nós ... Te conhecemos", e não obstante têm traspassado Seu concerto, e se apressaram após outro deus (Osé. 8:2 e 1; Sal. 16:4), ocultando a iniqüidade no coração e amando os caminhos da injustiça, para esses o dia do Senhor são trevas e não luz, "completa escuridade, sem nenhum resplendor". Amós 5:20. "E há de ser que naquele tempo", diz o Senhor, "esquadrinharei a Jerusalém com lanternas e castigarei os homens que estão assentados sobre as suas fezes, que dizem no seu coração: O Senhor não faz bem nem mal." Sof. 1:12. "Visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos." Isa. 13:11. "Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar"; "será saqueada a sua fazenda, e assoladas as suas casas." Sof. 1:18 e 13.


Fonte: Livro O Grande Conflito, Escrito Por Ellen G. White

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Catástrofes Naturais 2 - O Escurecimento do Sol e da Lua

Oi  XD
Dando continuidade à serie de postagens falando sobre catástrofes naturais. A próxima postagem será a ultima da serie e é continuidade desta. . Espero que gostem.
 
***

Vinte e cinco anos mais tarde apareceu o sinal seguinte mencionado na profecia - o escurecimento do Sol e da Lua. O que tornou isto mais surpreendente foi o fato de que o tempo de seu cumprimento fora definidamente indicado. Na palestra do Salvador com Seus discípulos, no Monte das Oliveiras, depois de descrever o longo período de provação da igreja - os 1.260 anos da perseguição papal, relativamente aos quais prometera Ele ser abreviada a tribulação -
Vinte e cinco anos mais tarde apareceu o sinal seguinte mencionado na profecia - o escurecimento do Sol e da Lua. O que tornou isto mais surpreendente foi o fato de que o tempo de seu cumprimento fora definidamente indicado. Na palestra do Salvador com Seus discípulos, no Monte das Oliveiras, depois de descrever o longo período de provação da igreja - os 1.260 anos da perseguição papal, relativamente aos quais prometera Ele ser abreviada a tribulação - mencionou Jesus certos acontecimentos que precederiam Sua vinda, e fixou o tempo em que o primeiro destes deveria ser testemunhado: "Naqueles dias, depois daquela aflição, o Sol se escurecerá, e a Lua não dará a sua luz." Mar. 13:24. Os 1.260 dias, ou anos, terminaram em 1798. Um quarto de século antes, a perseguição tinha cessado quase inteiramente. Em seguida a esta perseguição, segundo as palavras de Cristo, o Sol deveria escurecer-se. A 19 de maio de 1780 cumpriu-se esta profecia.
"Único ou quase único em sua espécie pelo misterioso e até agora inexplicado fenômeno que nele se verificou ... foi o dia escuro de 19 de maio de 1780 - de inexplicável escuridão que cobriu todo o céu e atmosfera visíveis em Nova Inglaterra." - Nosso Primeiro Século, R. M. Devens.
Uma testemunha ocular que vivia em Massachusetts, nestes termos descreve o acontecimento:
"Pela manhã surgiu claro o Sol, mas logo se ocultou. As nuvens se tornaram sombrias e delas, negras e ameaçadoras como logo se mostraram, chamejavam relâmpagos; ribombavam trovões, caindo leve aguaceiro. Por volta das nove horas, as nuvens se tornaram mais finas, tomando uma aparência bronzeada ou acobreada, e a terra, pedras, árvores, edifícios, água e as pessoas tinham aspecto diferente por causa dessa estranha luz sobrenatural. Alguns minutos mais tarde, pesada nuvem negra se espalhou por todo o céu, exceto numa estreita orla do horizonte, e ficou tão escuro como usualmente é às nove horas de uma noite de verão. ...
"Temor, ansiedade e pavor encheram gradualmente o espírito do povo. Mulheres ficavam à porta olhando para a negra paisagem; os homens voltavam de seus labores nos campos; o carpinteiro deixava as suas ferramentas, o ferreiro a forja, o negociante o balcão. As aulas eram suspensas, e as crianças, tremendo, fugiam para casa. Os viajantes acolhiam-se à fazenda mais próxima. 'O que será?' inquiriam todos os lábios e corações. Dir-se-ia que um furacão estivesse prestes a precipitar-se sobre o país, ou fosse o dia da consumação de todas as coisas.
"Acenderam-se velas, e o fogo na lareira brilhava tanto como em noite de outono sem luar. ... As aves retiravam-se para os poleiros e iam dormir; o gado ajuntava-se no estábulo e berrava; as rãs coaxavam; os pássaros entoavam seus gorjeios vespertinos; e os morcegos voavam em derredor. Mas os seres humanos sabiam que não era vinda a noite. ...
"O Dr. Natanael Whittaker, pastor da igreja do Tabernáculo, em Salém, dirigia cerimônias religiosas na casa de culto e pregava um sermão no qual sustentou que as trevas eram sobrenaturais. Reuniram-se congregações em muitos outros lugares. Os textos para esses sermões extemporâneos eram invariavelmente os que pareciam indicar as trevas de acordo com a profecia bíblica. ... As trevas foram densíssimas logo depois das onze horas." - The Essex Antiquarian, Salém, Mass., abril de 1899. "Na maioria dos lugares do país foram tão grandes durante o dia, que as pessoas não podiam dizer a hora, quer pelo relógio de bolso quer pelo de parede, nem jantar, nem efetuar suas obrigações domésticas, sem a luz de velas. ... Jesus certos acontecimentos que precederiam Sua vinda, e fixou o tempo em que o primeiro destes deveria ser testemunhado: "Naqueles dias, depois daquela aflição, o Sol se escurecerá, e a Lua não dará a sua luz." Mar. 13:24. Os 1.260 dias, ou anos, terminaram em 1798. Um quarto de século antes, a perseguição tinha cessado quase inteiramente. Em seguida a esta perseguição, segundo as palavras de Cristo, o Sol deveria escurecer-se. A 19 de maio de 1780 cumpriu-se esta profecia.
"Único ou quase único em sua espécie pelo misterioso e até agora inexplicado fenômeno que nele se verificou ... foi o dia escuro de 19 de maio de 1780 - de inexplicável escuridão que cobriu todo o céu e atmosfera visíveis em Nova Inglaterra." - Nosso Primeiro Século, R. M. Devens.
Uma testemunha ocular que vivia em Massachusetts, nestes termos descreve o acontecimento:
"Pela manhã surgiu claro o Sol, mas logo se ocultou. As nuvens se tornaram sombrias e delas, negras e ameaçadoras como logo se mostraram, chamejavam relâmpagos; ribombavam trovões, caindo leve aguaceiro. Por volta das nove horas, as nuvens se tornaram mais finas, tomando uma aparência bronzeada ou acobreada, e a terra, pedras, árvores, edifícios, água e as pessoas tinham aspecto diferente por causa dessa estranha luz sobrenatural. Alguns minutos mais tarde, pesada nuvem negra se espalhou por todo o céu, exceto numa estreita orla do horizonte, e ficou tão escuro como usualmente é às nove horas de uma noite de verão. ...
"Temor, ansiedade e pavor encheram gradualmente o espírito do povo. Mulheres ficavam à porta olhando para a negra paisagem; os homens voltavam de seus labores nos campos; o carpinteiro deixava as suas ferramentas, o ferreiro a forja, o negociante o balcão. As aulas eram suspensas, e as crianças, tremendo, fugiam para casa. Os viajantes acolhiam-se à fazenda mais próxima. 'O que será?' inquiriam todos os lábios e corações. Dir-se-ia que um furacão estivesse prestes a precipitar-se sobre o país, ou fosse o dia da consumação de todas as coisas.
"Acenderam-se velas, e o fogo na lareira brilhava tanto como em noite de outono sem luar. ... As aves retiravam-se para os poleiros e iam dormir; o gado ajuntava-se no estábulo e berrava; as rãs coaxavam; os pássaros entoavam seus gorjeios vespertinos; e os morcegos voavam em derredor. Mas os seres humanos sabiam que não era vinda a noite. ...
"O Dr. Natanael Whittaker, pastor da igreja do Tabernáculo, em Salém, dirigia cerimônias religiosas na casa de culto e pregava um sermão no qual sustentou que as trevas eram sobrenaturais. Reuniram-se congregações em muitos outros lugares. Os textos para esses sermões extemporâneos eram invariavelmente os que pareciam indicar as trevas de acordo com a profecia bíblica. ... As trevas foram densíssimas logo depois das onze horas." - The Essex Antiquarian, Salém, Mass., abril de 1899. "Na maioria dos lugares do país foram tão grandes durante o dia, que as pessoas não podiam dizer a hora, quer pelo relógio de bolso quer pelo de parede, nem jantar, nem efetuar suas obrigações domésticas, sem a luz de velas. ...
 

Fonte: Livro O Grande Conflito, Escrito Por Ellen G. White

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Catástrofes Naturais 1 - O Terremoto que Abalou o Mundo

Ola ^^
Estou lendo o livro O Grande Conflito, da CPB - Casa Publicadora Brasileira, e estou gostando muitíssimo, ainda mais por esse livro falar sobre o movimento da reforma protestante e estar me ajudando nas aulas da faculdade que abordam esse tema.
 No capitulo 17 começa a falar de algumas catástrofes naturais ocorridas a muito tempo atrás, porem são de proporções gigantescas. Estou postando somente a parte que fala sobre estas catástrofes, caso vocês queiram saber mais sobre o movimento da reforma e estes mesmo eventos comprem o livro que é de um preço bem acessível.
 
***
 
Em cumprimento desta profecia ocorreu no ano 1755 o mais terrível terremoto que já se registrou. Posto que geralmente conhecido por terremoto de Lisboa, estendeu-se pela maior parte da Europa, África e América do Norte. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na Ilha da Madeira, na Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu uma extensão de mais de dez milhões de quilômetros quadrados. Na África, o choque foi quase tão violento como na Europa. Grande parte da Argélia foi destruída; e, a pequena distância de Marrocos, foi tragada uma aldeia de oito ou dez mil habitantes. Uma vasta onda varreu a costa da Espanha e da África, submergindo cidades, e causando grande destruição.
 Foi na Espanha e Portugal que o choque atingiu a maior violência. Diz-se que em Cádiz a ressaca alcançou a altura de vinte metros. Montanhas, "algumas das maiores de Portugal, foram impetuosamente sacudidas, como que até aos fundamentos; e algumas delas se abriram nos cumes, os quais se partiram e rasgaram de modo maravilhoso, sendo delas arrojadas imensas massas para os vales adjacentes. Diz-se terem saído chamas dessas montanhas". - Princípios de Geologia, Sir Charles Lyell.
 Em Lisboa, "um som como de trovão foi ouvido sob o solo e imediatamente depois violento choque derribou a maior parte da cidade. No lapso de mais ou menos seis minutos, pereceram sessenta mil pessoas. O mar a princípio se retirou, deixando seca a barra; voltou então, levantando-se doze metros ou mais acima de seu nível comum". "Entre outros acontecimentos extraordinários que se refere terem ocorrido em Lisboa durante a catástrofe, esteve o soçobro do novo cais, construído inteiramente de mármore, com vultosa despesa. Grande número de pessoas ali se ajuntara em busca de segurança, sendo um local em que poderiam estar fora do alcance das ruínas que tombavam; subitamente, porém, o cais afundou com todo o povo sobre ele, e nenhum dos cadáveres jamais flutuou na superfície." - Lyell.
 "O choque" do terremoto "foi instantaneamente seguido da queda de todas as igrejas e conventos, de quase todos os grandes edifícios públicos, e de mais da quarta parte das casas. Duas horas depois, aproximadamente, irromperam incêndios em diferentes quarteirões, e com tal violência se alastraram pelo espaço de quase três dias, que a cidade ficou completamente desolada. O terremoto ocorreu num dia santo, em que as igrejas e conventos estavam repletos de gente, muito pouca da qual escapou." - Enciclopédia Americana, art. Lisboa. "O terror do povo foi indescritível. Ninguém chorava; estava além das lágrimas. Corriam para aqui e para acolá, em delírio, com horror e espanto, batendo no rosto e no peito, exclamando: 'Misericórdia! é o fim do mundo!' Mães esqueciam-se de seus filhos e corriam para qualquer parte, carregando crucifixos. Infelizmente, muitos corriam para as igrejas em busca de proteção; mas em vão foi exposto o sacramento; em vão as pobres criaturas abraçaram os altares; imagens, padres e povo foram sepultados na ruína comum." Calculou-se que noventa mil pessoas perderam a vida naquele dia fatal.


Fonte: Livro O Grande Conflito, Escrito Por Ellen G. White