terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Folia de rua

Ola!
Hoje dia de carnaval, todos estão festejando.
Quando se fala de carnaval costuma-se lembrar das grandes escolas de samba; porem o carnaval é muito mais que isso. As escolas de samba costumam desfilar somente em centros de grandes cidades, e como será o carnaval dos bairros mais afastados dos centros das grandes cidades e das cidades pequenas?



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Coretos e desfiles de blocos, concursos locais de fantasia e bailes populares vêm deixando os espaços periféricos e arrastam hoje massas de foliões, embalados por estilos musicais ecléticos, que incluem desde as tradicionais marchinhas a músicas ligadas ao folclore ou a ritmos contemporâneos.
Para combinar com o comportamento alegre do folião, em qualquer das manifestações de rua hoje o traje oficial são as roupas coloridas e irreverentes. As tradicionais fantasias de baiana, odalisca, bailarina, índio, malandro, político, pirata, mascarado e tantas outras costumam ser incrementadas conforme a imaginação popular. Elementos do meio social são incorporados à brincadeira, especialmente os da cultura de massa (novelas, logomarcas, filmes, personalidades em geral etc). É assim, porque reflete sobre seu tempo e se atualiza, que o povo se identifica com o carnaval e os festejos se mantêm vivos e latentes.

O carnaval é hoje uma festa multifacetada, para todo o tipo de gente, bastando, para dela participar, que se aceite o convite à alegria e à fantasia.

História de alguns Blocos

Bloco das Carmelitas: O nome do bloco é uma homenagem ao convento das Carmelitas, que fica no bairro. A história é seguinte: uma freira que queria brincar o carnaval pulou o muro do convento e só voltou na quarta-feira de cinzas. Este ano a carmelita fujona foi batizada pelos integrantes do bloco de Efigênia - numa referencia à santa com o mesmo nome.

Cordão do Bola Preta: No dia 31 de dezembro de 1918, estavam todos os fundadores se confraternizando no Bar Nacional, localizado na Galeria Cruzeiro onde hoje se situa o Edifício Avenida Central, quando surgiu uma linda mulher de corpo escultural com um vestido colante branco de bolas pretas e um deles gritou!!! Está aí o nosso nome CORDÃO DA BOLA PRETA e a bela gata foi convidada a participar da festa.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Nascem as escolas de samba

Aff!!!
Parece-me que o Brasil parou por causa do carnaval.
Até as horas parecem andar mais devagar.
A unica coisa que tem bom desempenho desta epoca do ano são as escolas de samba.





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Há diferentes versões sobre o surgimento das escolas de samba, manifestação típica dos morros cariocas. Originadas no carnaval de rua, apresentavam no início, na década de 1920, constituição bem parecida à dos ranchos, cordões e blocos. O samba era o ritmo que diferenciava as escolas dos demais grupos populares, que celebravam ao som de músicas folclóricas, como o maxixe, e do batuque dos Zé Pereiras – que nunca constituiu um ritmo próprio. Uma das versões da história é que as escolas tenham ganhado importância devido a um forte estímulo do governo de Getúlio Vargas, que buscava incentivar manifestações de afirmação dos elementos de identidade nacional. Assim, as escolas de samba teriam começado a atrair a atenção da sociedade para, anos depois, tornar-se expressão musical do país.
Com o tempo, a apresentação das escolas de samba alcançou tamanha projeção que passou a constituir uma importante atração turística no município do Rio de Janeiro, fornecendo um modelo de manifestação para outras cidades do Brasil e do mundo.

Por um lado, os desfiles das escolas de samba foram responsáveis por projetar o carnaval brasileiro no cenário internacional. Por outro, começaram a ser vistos de maneira crítica: espetáculos elitizados e encampados pela lógica do mercado. Talvez por isso tenha ocorrido nos últimos anos uma revitalização dos carnavais de rua nos grandes centros urbanos (especificamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde estiveram em segundo plano por muito tempo).


Fonte de pesquisa: Extraido do Portal Revista Nova Escola, disponivel em http://revistaescola.abril.com.br/online/reportagem/escolas-de-samba-422770.shtml, acesso em 19 de Fevereiro de 2009

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Histórias do Carnaval

Ola!
Hoje é motivo de muita alegria.
Inicia-se hoje o recesso de Carnaval no meu trabalho, terei uma semana de descanso.
Não que eu goste das comemorações de Carnaval, mais um descanso é necessário para recuperar as forças perdidas no corre corre dos dias atuais.

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O Carnaval teve suas origens na Europa Medieval. No calendário religioso cristão, ele antecede a quaresma, período de 40 dias criado para incentivar fiéis a obedecer privações rigorosas estabelecidas pela igreja. No Carnaval, em compensação, se realizariam grandes desperdícios, comilanças e bebedeiras: tudo o que não poderia ser feito durante a quaresma.
Ao longo do tempo e com a expansão européia pelo mundo, o Carnaval foi chegando a outras terras e, nelas, sofreu diversas influências culturais. No Brasil, o fenômeno resultou em um dos mais plurais festejos do planeta.

Entrudo:Brincadeira de sujar

Com os colonizadores portugueses, chega ao Brasil no século 16 o entrudo, uma brincadeira carnavalesca que se caracterizava basicamente por “pregar peças” nas pessoas. Assim, era comum presenciar trocas de injúrias e batalhas de líquidos cheirosos (e mal-cheirosos), pós, cinzas e outras substâncias. A proposta era molhar e sujar quem estivesse por perto. Até o século 19, diversos tipos de entrudo se tornaram populares no país. As formas mais agressivas da brincadeira ocorriam nas ruas, entre rapazes brancos (“de família”) ou entre escravos – que, ao sair carregando águas servidas para ser descartadas ao mar, podiam fazer delas o material para arremessar em outros escravos. O detalhe importante é que escravos não dirigiam suas brincadeiras aos rapazes brancos, mas esses podiam alvejar livremente qualquer escravo. A versão mais amena do entrudo – o “entrudo familiar” – ocorria dentro das casas e era um momento de socialização. Nesses encontros, rapazes e moças se aproximavam mais do que de costume (sob os olhos dos pais, é claro), tendo como pretexto o arremesso de limões de cheiro – bolinhas de cera recheadas com líquido perfumado. Nesse tempo, as brincadeiras se davam sem qualquer forma de organização. As fantasias tampouco faziam parte dos costumes carnavalescos no Brasil.

Fonte de Pesquisa: Extraido do Portal REvisdta Nova Escola, disponivel em: http://revistaescola.abril.com.br/online/reportagem/historias-carnaval-422764.shtml, acesso em 19 de Fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Saiba mais sobre a Mata Atlântica

Oi,
Não sei se vocês sabem mais no período de 2005 e 2006 eu fiz o curso técnico em Meio Ambiente.
Foi um curso simplesmente maravilhoso, pois nele eu consegui ver a real importância do meio ambiente para o ser humano.
A parti desse curso eu passei a ter uma visão mais critica das políticas publicas referentes ao meio ambiente e sua efetivação.
Uma área que me deixa muito triste é a devastação da Mata Atlântica, quando os colonizadores chegaram aqui encontraram uma imensa floresta que hoje esta praticamente extinta, devemos tomar uma atitude para a preservação do meio ambiente.



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A Mata Atlântica é um dos biomas de maior diversidade do mundo e engloba 17 estados brasileiros (RS, SC, PR, SP, MS, GO, MG, RJ, ES, BA, AL, SE, PE, PB, RN, CE e PI). Infelizmente, hoje resta cerca de 7% da sua cobertura original. O plantio de mudas nativa contribui para a conservação da água, além de regular o clima, a temperatura, a umidade e as chuvas, garantindo qualidade de vida para 60% da população brasileira, que vive nessas regiões onde estão também as grandes cidades. Além disso, as árvores mantêm nascentes e mananciais e combatem o efeito estufa por meio do resgate de C02.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Goa: o irmão perdido do Brasil na Índia.

Ola,
Eu conheci pela Internet um rapaz muito simpático, o nome dele é: Basil. Ele é índiano.
Ele mora em um estado indiano chamado Goa, e o mais surpreendente é que esse estado ja foi uma colónia portuguesa em plena Índia. E consequentemente todos utilizavam o português como língua oficial.
Hoje poucas pessoas ainda falam português nesse pedacinho da Índia.

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Goa é um estado da Índia. Situa-se entre Maharashtra a norte e Karnataka a leste e sul, na costa do Mar da Arábia, a cerca de 400 km a sul de Bombaim.
É o menor dos estados indianos em território e quarto menor em população, e o mais rico em PIB per capita da Índia.
Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. Goa foi cobiçada por ser o melhor porto comercial da região. A primeira investida portuguesa deu-se em 1510, de 4 de Março a 20 de Maio. Nesse mesmo ano, em uma segunda expedição, a 25 de Novembro, Afonso de Albuquerque, auxiliado pelo chefe hindu Timoja, tomou Goa aos árabes, que se renderam sem combate, por o sultão se achar em guerra com o Decão.
Os governadores portugueses da cidade pretendiam que fosse uma extensão de Lisboa no Oriente e para tal criaram algumas instituições e construíram-se várias Igrejas para expandir o cristianismo e fortificações para a defender de ataques externos.
Em Dezembro de 1961, a União Indiana invadia os territórios de Goa, Damão e Diu. No entanto, Salazar recusava-se a reconhecer a soberania indiana sobre os territórios, mantendo-os representados na Assembleia Nacional até 1974, altura em que se deu a Revolução dos Cravos. A partir de então, Portugal pôde restabelecer as relações diplomáticas com a Índia, começando pelo reconhecimento da soberania indiana sobre o antigo Estado Português da Índia. No entanto, aos seus habitantes que o pretendessem foi dada a possibilidade de manterem a cidadania portuguesa.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sexta-Feira 13

Ola!
Hoje eu acordei bem cedo e comecei a me arrumar para ir para o trabalho, liguei o rádio, e quando falou a data de hoje disse: Tenham todos um Bom Dia nessa Sexta Feira 13 Photobucket. Eu fui logo no calendário confirmar a informação, e era verdade, folheei o calendário para ver quantas vezes essa data ira se repetir durante o ano, essa é a primeira de três Sextas Feiras 13 Photobucket durante o ano de 2009, a primeira é hoje, a segunda vez que essa data se repetira será em Março e a outra somente em Novembro.
Essa data é cercada de mitos, crendices e superstições. Eu sinceramente sou muito incrédulo Photobucket nessas questões, e é claro que não acredito nessas historias, mas já me diverti muito nessa data, no Colégio onde eu estudei nos íamos sempre com uma peça preta do nosso vestuário nessa data.





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O medo específico da sexta-feira 13 (fobia) é chamado de Paraskavedekatriaphobia ou parascavedecatriafobia, ou ainda frigatriscaidecafobia. Foi feito um estudo pelo Centro Holandês de Estatísticas Atuariais, onde mostra que o índice de acidentes e incêndios é menor nas sextas-feiras que caem em um dia 13, em comparação às outras sextas.


A crença de que o dia 13, quando cai em uma sexta-feira, é dia de azar, é a mais popular superstição entre os cristãos. Há muitas explicações para isso. A mais forte delas, segundo o Guia dos Curiosos, seria o fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira e, na sua última ceia, haver 13 pessoas à mesa: ele e os 12 apóstolos.
Mas mais antigo que isso, porém, são as duas versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.
Segundo outra lenda, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinava a superstição se espalhou pela Europa.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

O segredo do vôo de abelhas

Ola!
Ontem eu vi o filme Bee Movie - A História de uma Abelha, e gostei muito, é um filme bem produzido e muito divertido Photobucket.
Mas durante o filme foi dito umas três vezes uma coisa que deixou-me intrigado Photobucket, disseram que do ponto de vista científico as abelhas jamais poderia voar. Elas têm asas pequenas demais para seu corpo avantajado, além de outras limitações. Mas, desafiando as leis da aerodinâmica: elas voam!


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Pesquisadores da Universidade de Bath, no Reino Unido, acabam de encaixar mais uma peça num quebra-cabeças antigo: como as abelhas e os outros insetos dominaram tão bem a arte do vôo. A descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de miniaviões com apenas alguns centímetros, que seriam uma mão na roda carregando câmeras de segurança ou espionagem.

Os cientistas sempre tiveram dificuldade para entender o vôo dos insetos porque, segundo cálculos simplificados, os bichos não deveriam ser capazes de se manter no ar por causa das asas muito pequenas.

Os cálculos, no entanto, estavam errados por enxergar as asas dos insetos como plataformas estáticas, como as dos aviões. Na verdade, o movimento delas consegue criar pequenos vórtices no ar, o que permite o vôo.

Agora, Ismet Gursul, professor da Universidade de Bath, descobriu como as asas das abelhas realizam a proeza. Segundo ele, o importante é que a asa seja rígida na frente e mais flexível e dobrável na parte traseira, permitindo que o animal vença a resistência do ar. Com asas rígidas na frente e asas flexíveis atrás, a abelha consegue produzir redemoinhos – os chamados vórtices – que a suspendem no ar, ajudando-a a se mover. Os futuros miniaviões comandados por controle remoto poderão alcançar dimensões similares às dos insetos caso também aproveitem esse princípio, afirma Gursul.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Origem de diversas frutas comuns no Brasil

Ola!
Eu adoro comer varias frutas, e agora no verão o consumo de frutas é muito indicado.
No Brasil há diversas variedades de frutas, mais o que mais impressiona é que muitas dessas frutas que são tão comuns em nosso dia-a-dia não são originaria de nosso país.
Abaixo há uma lista de diversas frutas comuns em diversas partes do território nacional e suas origens.

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1. abacateiro (Persea americana) - originário da América Central, frutifica de dezembro a março.

2. mangueira (Mangifera indica) - vinda da Ásia, frutifica de dezembro a março.

3. amoreira (Morus nigra) - nativa da China e Japão, frutifica de setembro a outubro.

4. goiabeira (Psidium guajava) - nativa em São Paulo, frutifica de janeiro a março.

5.nêspera ou ameixa-amarela (Eriobotrya japonica) - originária do Japão, frutifica de junho a agosto.

7.pitangueira (Eugenia uniflora) - nativa em São Paulo, frutifica de setembro a novembro.

8.jerivá (Syagrus romanzoffiana) - nativa em São Paulo, frutifica o ano todo.

9. limoeiro (Citrus sp) - vindo da Ásia, frutifica de dezembro a abril.

10. bananeira(Musa paradisiaca) - originária do Sudeste Asiático, frutifica o ano todo.


Fonte de Pesquisa: Extraido do Blog Árvores de São Paulo, disponivel em <http://arvoresdesaopaulo.wordpress.com/2009/01/30/as-frutiferas-mais-comuns-nas-ruas-de-sao-paulo/>, acesso em 10 de Fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Gibraltar por Dentro


Conhecida por muitos simplesmente por "A Rocha", Gibraltar é um território britânico na costa sul da Espanha, que entregou essa estreita península, de 6,8 quilômetros quadrados, para o Reino Unido como parte do Tratado de Utrecht, em 1713.
 
Devido à importância de Gibraltar para as estratégias militares na foz do mar Mediterrâneo, o Reino Unido construiu ali uma guarnição militar. Em 1830, o governo britânico transformou a guarnição em uma colônia formal. A Grã-Bretanha usava Gibraltar para controlar o tráfico de entrada e saída do Mediterrâneo. Durante a II Guerra Mundial, as forças Aliadas lançaram de Gibraltar ataques contra as forças Axis, no norte da África.
 
Nos primeiros anos da década de sessenta, o Reino Unido considerou a possibilidade de conceder independência a Gibraltar, mas a Espanha alegou, então, ter soberania. Em 1967, os gibraltarinos votaram um referendo para permanecerem como parte do Reino Unido. No fim da década de noventa, o Reino Unido manteve diálogo com a Espanha sobre a partilha da soberania de Gibraltar. Novamente os gibraltarinos realizaram referendo e votaram majoritariamente para permanecerem como súditos britânicos. Então, Gibraltar, o Reino Unido e a Espanha assinaram um acordo pelo qual a Espanha concordou em remover determinadas restrições, ao passo que o Reino Unido concordou em compensar os espanhóis que estavam empregados em Gibraltar antes de fecharem a fronteira, em 1969; e Gibraltar concordou em permitir à Espanha a abertura de um centro cultural onde a bandeira espanhola pudesse ser hasteada.
 
Hoje, Gibraltar é uma cidade com vinte e nove mil habitantes, localizada no sopé do Rochedo de Gibraltar, de 426 metros. Devido à densidade do território, a maioria das pessoas mora em apartamentos e trabalha para o governo nas docas ou na indústria do turismo. Os acordos comerciais com a Espanha são importantes porque todos os alimentos têm de ser importados, uma vez que não há terrenos agrícolas. 
 
 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php?id=498> acesso em 10 Fevereiro de 2009. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Castas Indianas: o misterio do "Caminho das Índias"

Ola!
Eu não gosto de novelas, mas essa nova novela da Globo me deixou intrigado com essa divisão em castas na Índia.
Postei sobre esse assunto pois isso me deixou muito curioso.

Não desejo criticar o sistema de Castas pois é algo cultural tipico daquela cultura, mais não sou favoravel a sua existencia.



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Na Índia, trabalho e riqueza são parâmetros insuficientes para que possamos compreender a ordenação que configura a posição ocupada por cada indivíduo. Nesse país, o chamado regime de castas se utiliza de critérios de natureza religiosa e hereditária para formar seus grupos sociais.


O sistema de castas surgiu na Índia com os árias e começou a desenvolver-se por volta de 850 aC. Sua origem parece proveniente da divisão entre o imigrante ária, de pele clara, e os nativos (dasya), denominados escravos (dasas), que se distinguiam pela pele escura. Os árias são descendentes da maioria dos povos brancos da família indoeuropéia nessa descendência.

As primeiras referências históricas sobre a existência de castas se encontram em um livro sagrado hindu, chamado Manu, possivelmente escrito entre 600 e 250 a.C. Define-se casta como um grupo social hereditário, no qual a condição do indivíduo passa de pai para filho, endógamo, pois ele só pode casar-se com pessoas de seu próprio grupo. Estão predeterminados também sua profissão, hábitos alimentares, vestuário, etc., levando à formação de uma sociedade estática.

Originalmente, as castas eram apenas quatro: os brâmanes (religiosos e nobres), os xatrias (guerreiros), os vaixias (camponeses e comerciantes) e os sudras (escravos). À margem dessa estrutura social havia os párias, sem casta ou intocáveis, hoje chamados de haridchans ou haryans. A estes eram entregues os trabalhos mais degradantes e mal pagos. Com o passar do tempo, tem havido centenas de subdivisões, que não param de se multiplicar.

No topo dessa hierarquia, representando a boca de Brahma, estão os brahmin. Em termos numéricos representam apenas 15% da população indiana e exercem as funções de sacerdotes, professores e filósofos. Segundo consta, somente uma pessoa da classe brahmin tem autoridade para organizar os cultos religiosos e repassar os ensinamentos sagrados para o restante da população.

Logo abaixo, vêm os kshatriya que, segundo a tradição, seriam originários dos braços de Brahma. Estes exercem as funções de natureza política e militar e estão diretamente subordinados pelas diretrizes repassadas pelos brâmanes. Apesar desse fato, em diversos momentos da história indiana, os kshatriya organizaram levantes e motins contra as ordenações vindas de seus superiores.


Compondo a base do sistema de castas indiano, ainda temos os vaishas e shudras. Os primeiros representam as coxas do Deus Supremo e têm como função primordial realizar as atividades comerciais e a agricultura. Já os shudras estabelecem uma ampla classe composta por camponeses, operários e artesãos que simbolizam os pés de Brahma. Há pouco tempo, nenhum membro desta casta tinha permissão para conhecer os ensinamentos hindus.


Paralelamente, existem outras duas classes que organizam a população indiana para fora da ordem estabelecida pelas castas. Os dalit, também conhecidos como párias, são todos aqueles que violaram o sistema de castas por meio da infração de alguma regra social. Em conseqüência, realizam trabalhos considerados desprezíveis, como a limpeza de esgotos, o recolhimento do lixo e o manejo com os mortos. Uma vez rebaixado como dalit, a pessoa coloca todos seus descendentes nesta mesma posição.


Os jatis são aqueles que não se enquadram em nenhuma das regras mais gerais estabelecidas pelo sistema de castas. Apesar de não integrarem nenhuma casta específica, têm a preocupação de obterem reconhecimento das castas superiores adotando alguns hábitos cultivados pelos brâmanes, por exemplo. Geralmente, um jati exerce uma profissão liberal herdada de seus progenitores e não resignificada pela tradição hindu.

O sistema de castas é a base do hinduísmo. A religião se torna, então, um poderoso elemento social disciplinador e apaziguador: virtude e resignação são as palavras-chave na postura moral do indivíduo. E por aqui explica-se grande parte da resistência deste sistema até à actualidade - a sua aceitação social como algo natural.

Apesar da luta de Gandhi, após a independência, e de inúmeras leis criadas na tentativa de eliminar ou amenizar os problemas que o sistema de castas acarreta, essas leis revelam-se impotentes diante da tradição, e o sistema subsiste. Oficialmente, desde quando a Índia adotou uma constituição em 1950, o sistema de castas foi abolido em todo o território. Contudo, as tradições e a forte religiosidade ainda resistem às ações governamentais e transformações econômicas que atingem a realidade presente dos indianos. Enquanto isso, o regime tradicional já contabiliza mais de três mil classes e subclasses que organizam esse complexo sistema de segmentação da sociedade indiana.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Roupa nova ao velho idioma: Entrevista com a Lingua Portuguesa.

Oi,
Essa Reforma Ortográfica está deixando varias pessoas de cabelo em pé.
Só de pensar que as pessoas que escrevem com clareza, caso não se adaptem as novas regras ortográficas, correm o risco de passarem a escrever errado, oque seria de mim, mero mortal que já tenho dificuldades com as antigas regras ortográficas sobre as quais fui ensinado.
Inúmeras dúvidas surgem na cabeça de milhares de cidadãos enquanto o Brasil se prepara para a reforma ortográfica da Língua Portuguesa. Se por um lado o trema – que já não era muito utilizado – dará seu adeus eterno ao mundo dos vivos, por outro, o hífen – considerado por muitos um vilão –, deixará de existir apenas em alguns casos.
Semana passada fui na UFRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e recebi o informativo interno deles intitulado "Rural Semanal", nesse informativo há essa crônica referente a mudança ortográfica e de uma forma cômica ensina algumas das mudanças que ocorreu na nossa língua.




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Vejam só: eu, a língua portuguesa, falada por pelo menos 230 milhões de pessoas, de oito países, que oficialmente me adotam, estou de roupa nova. Sempre foi assim: de tempos em tempos decidem autoregular o modo como sou escrita, ou melhor, autorregular. Agora é assim, sabia?
Bom exemplo é o pronome você. Nasceu ‘vossa mercê’, virou ‘vossemecê’, derivou para ‘vosmecê’, reduziu-se a ‘você’, é falado ‘ocê’ ou ‘cê’ (‘cê vai lá?’). Não duvido de nada, daqui a pouco só se pronuncia o acento circunflexo...
Oficialmente, meu alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de k, y e w. Ora, na prática isso já ocorria: km, yang e yin, show etc. Meio kafkiano, não?
Cai a coroa de certas palavras, o velho trema, tão frequente (agora sem trema) na tranquil (idem) sequência (idem) de vocábulos como linguiça. Qüinqüênio, duplamente coroado, agora é quinquênio. Também perco o acento no casal de vogais, conhecido por ditongo, em palavras paroxítonas, como alcateia, androide, boia, colmeia, celuloide.
Confesso que me sinto meio nua... Será paranoia? Ao menos me sobraram os acentos das oxítonas como papéis, heróis e troféu. E o Piauí ficou a salvo, como em toda oxítona terminada por i e u ou seguida de s.
Língua é também uma questão de elegância. Imaginem uma mulher descabelada numa festa em que todas as outras estão bem penteadas! É como me sinto nos vocábulos terminados em ee e oo. Adeus o chapeuzinho em creem, magoo, perdoo, veem (do verbo ver), voo, zoo. Será que abençoo tais mudanças?, pergunta o autor deste texto. Ou ele encara isso com certo enjoo?
Será que os leitores, sem o circunflexo (que belo vocábulo!), distinguirão facilmente o casamento da preposição com o artigo no vocábulo pelo do substantivo pêlo, que agora é pelo, assim pelado?Perdem o acento: pêra e pára. Num texto na nova ortografia, agora vamos ler o que a moça gritou no carro para o namorado: “Para! Desço na esquina, seu hálito, de quem comeu pera podre, me dá enjoo”. “Pode descer”, dirá ele. Ela retrucará: “Como você pôde sair de casa sem escovar os dentes?”
Outra exceção é a preposição por e o verbo pôr. Por que será? Mas ao menos uma liberdade resta a quem redige: você pode ou não enchapelar ‘forma’, quando se referir à vasilha de fazer bolos e escrever: “Qual a forma da fôrma do bolo?” Estará também certíssimo se redigir: “Qual a forma da forma do bolo?”
O hífen, coitado, foi o que mais sofreu nessa reforma ortográfica. Salvou-se frente ao h: superhomem, sobre-humano. Mas dançou quando o prefixo termina diferente do segundo elemento: aeroespacial, antiaéreo, extraescolar. Sobrou o vice: vice-presidente. Sai de cena o hífen se o prefixo termina em vogal e o resto se inicia com r ou s. Neste caso, duplicam-se tais letras: antissocial, ultrassom, biorritmo. Estranho, né?
Há certas palavras com as quais é preciso cuidado, devido à sua carga ideológica. O hífen permanece para o i não beijar o seu clone: anti-imperialista, anti-inflacionário. Também quando o r ameaça arranhar o seu duplo: inter-racial, superromântico. Superinteressante, não?
Se o prefixo sub topar com o r, que mantenha distância: sub-região, sub-raça. Pan-americano fica assim mesmo. Quando o prefixo terminar por consoante e o segundo elemento começar por vogal, una tudo: hiperativo, hiperacidez, interestadual. Porém, mantenha distância se os prefixos forem ex, sem, além, pós, pré: além-túmulo, exdiretor, pós-graduação, pré-vestibular, recémcasado. E sem-terra (mas com muita garra na
luta por reforma agrária).
E algo fantástico: o hífen é preservado se o sufixo tiver origem tupi-guarani (olha ele aí): capimaçu, amoré-guaçu. Supõe, evidentemente, que você saiba identificar o vocábulo como derivado do tupi-guarani.
Sei que não sou um idioma fácil. Além da correta ortografia, exijo perfeita sintaxe. E vivo provocando pegadinhas: aluvião, apesar do tom, é substantivo feminino. E imagina um estrangeiro me aprendendo: “Pedro bota e calça e, em seguida, calça a bota”. E manga? De camisa, a fruta, parte do eixo do carro e mais oito significados, pelo menos. Banco então nem se fala: de praça, de guardar dinheiro, de areia, de sangue, e do presente do indicativo do verbo bancar.
Para fazer bom uso de mim, só há uma receita: leia, leia muito, bons autores. E quanto à minha roupa nova, fique tranqüilo, pois este trema e todas as demais mudanças ortográficas têm (o circunflexo do plural dos verbos ter e vir foram salvos pelo gongo) prazo até 2012 para serem implementadas.

Fonte de Pesquisa: Extraido do Informativo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - Rural Semanal, Ano XVI, 2009/03


O que muda

I) Alfabeto
O alfabeto, que hoje tem 23 letras, passará a contar com 26, com a volta das letras k, w, y.

II) Acentuação
Acento agudo
Não serão mais acentuadas as paroxítonas que tenham os ditongos abertos ei e oi. Assim, a palavra assembléia não terá mais acento, será assembleia. Pertencem a essa lista, palavras como idéia, geléia, Coréia, bóia, jibóia, Tróia, heróico, que deverão ser grafadas como ideia, geleia, Coreia, boia, jiboia, Troia, heroico. Não receberão acento as palavras paroxítonas com i e u tônicos, quando formarem um hiato. Assim, baiúca e feiúra deixarão de ser acentuadas. As formas verbais que possuem acento tônico na raiz, com o u tônico precedido de g ou q e seguido de e ou i deixarão de receber acento. Dessa forma, argúis e redargúis, serão arguis e redarguis.

Acento circunflexo
As paroxítonas terminadas em oo e em eem não serão mais acentudas. Assim, as formas vôo, abençôo, perdôo, vêem, dêem, crêem, lêem passarão a ser grafadas como voo, abençoo, perdoo, veem, deem, creem, leem.

Acento diferencial
O acento diferencial, hoje, é utilizado para distingüir palavras homófonas (que possuem o mesmo som). Essas palavras podem ter acento agudo ou circunflexo. Com o acordo, o acento das palavras homófonas deixará de existir. Assim, as seguintes palavras deverão ser escritas da mesma forma:
- para (preposição) e pára (verbo, 3ª pessoa do presente do indicativo);
- pélo (do verbo pelar) e pêlo (substantivo);
- péla (do berbo pelar) e pela (preposição com artigo).
No entanto, o acento diferencial será mantido para a distinção de por (preposição) e pôr (verbo) e pôde (verbo conjugado no passado) e pode (verbo conjugado no presente).

III) Trema
O já conhecido e temido sinal gráfico de dois pontos usado em cima do u nos grupos que, qui, gue, gui será definitivamente suprimido. Dessa forma, palavras como agüentar, lingüiça, tranqüilo, freqüente, deverão ser todas grafadas sem o trema. Contudo, o acordo prevê que o trema seja mantido em nomes próprios de origem estrangeira, como Bündchen.

IV) Hífen
O hífen deixará de existir em dois casos:
- quando o prefixo terminar com vogal e o segundo elemento começar com r ou s, devendo-se estas consoantes duplicar-se. Dessa forma, palavras como anti-religioso e anti-semita deverão ser escritas como antirreligioso e antissemita.
- quando o prefixo terminar com vogal e o segundo elemento começar com vogal. Dessa maneira, palavras como auto-estrada e extra-escolar passarão a ser grafadas como autoestrada e extraescolar.
Porém, o hífen permanece se a palavra for iniciada por h, como em anti-horário e mini-hotel ou se o prefixo terminar pela mesma letra que inicia a palavra a que ele se liga, por exemplo, anti-inflacionário e tele-educação.

V) Palavras de dupla grafia
O acordo ortográfico prevê dupla grafia nas palavras proparoxítonas cuja vogal tônica admita mudança de timbre. Ou seja, o novo acordo leva em consideração a diferença de pronúncia em cada país. Assim, será aceita a dupla grafia de palavras como fenômeno e fenómeno, tênis e ténis, cantamos e cantámos, acadêmico e académico.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bica da Mulata

Oi,
No centro da Cidade em que eu moro há uma estatua que foi fundida no tempo do Imperio.
Porem poucas pessoas sabem da sua historia e importancia para a cidade.
Nas nossas cidades sempre há algo que conta um pouco de nossas historias e nossas raizes,por esse temos que valorizar e conservar nosso patrimonio publico.

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Estatua de ferro fundida no tempo do império, possui com traços renascentistas. Essa foi uma das 182 esculturas trazidas por Dom Pedro II da França.
Essa estatua foi fundida na França na famosa fundição Val d'Osne. Marcou o início da água potável no Município e simboliza a musa grega Euterpe: a Deusa das Águas. Ficava localizada em frente à estação de trem de Belford Roxo oferecendo água aos passantes. Com o passar dos anos, a oxidação do ferro transformou a escultura em “mulata”.
Depois de ser roubada na década de 50, foi encontrada na cidade do Rio de Janeiro. No ano de 1995 foi trazida novamente para o récem-emancipado município de Belford Roxo.