segunda-feira, 30 de junho de 2008

Belarus por Dentro


Comprimido entre os mares Báltico e Negro, Belarus foi estabelecido pelos eslavos orientais durante o sexto século. Os eslavos orientais uniram forças com os eslavos bálticos e escandinavos para formar Kievan Rus. Essa comunidade primitiva, politicamente organizada, reinou sobre a região por cerca de 400 anos. Após a queda de Kevan Rus, Belarus foi dividido entre vários países vizinhos, principalmente pela Rússia e Polônia.

Por um ano, de 1918 a 1919, Belarus foi um país independente, mas finalmente passou a fazer parte da República Socialista da União Soviética (USSR). Em 1945, Belarus e Rússia tornaram-se membros das Nações Unidas. Quando o comunismo soviético caiu em 1991, Belarus declarou-se um país independente, tornando-se república presidencialista.  Por muito tempo, os russos viveram em Belarus, mas foi após o fim da II Guerra Mundial que os russos se mudaram em massa para a região. A maioria dos russos se integrou na sociedade bielorrussa, mas mantiveram sua língua e cultura nacional. O russo é considerado hoje uma das línguas oficiais de Belarus.

Essa nação faz fronteira ao leste com a Rússia, a oeste com a Polônia, ao sul com a Ucrânia e ao norte com Letônia e Lituânia.

A posição estratégica de Belarus entre a Europa e a Ásia, bem como suas fronteiras com grandes planícies e difícil defesa fizeram do país um campo de batalha comum em tempos de guerra. Segundo algumas fontes, pelo menos um quarto da população do país morreu na II Guerra Mundial. Hoje, o país é considerado economicamente estável, mas ainda depende grandemente da Rússia para adquirir matéria-prima e óleo para produzir seu maior produto de exportação: produtos agrícolas e manufaturados.

A catástrofe de Chernobyl, em 1986, na vizinha Ucrânia, cobriu Belarus com entulhos radioativos e tóxicos. Mais de 20 anos depois, cerca de 20% dos bielorrussos ainda vivem em áreas com radiação acima dos níveis considerados seguros. A catástrofe continua a afetar o país e seu senso de moralidade. Como resultado, o povo voltou-se para a religião como forma de conforto.

Quando o comunismo caiu, muitos ex-membros do partido e pessoas sem religião retornaram à fé de seus antepassados: Ortodoxa Russa ou Católica Romana. Nessa cultura, as chamadas religiões minoritárias lutam para ganhar terreno.

 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php?id=267> acesso em  24 de junho de 2008 


quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sri Lanka por Dentro

 
O Sri Lanka é uma ilha pitoresca localizada cerca de 32 quilômetros ao longo da costa sudoeste da Índia. Estabelecida no século dezesseis a.C. por cingaleses do norte da Índia e, mais tarde, pelos tâmiles do sul desse país, Sri Lanka foi colonizado por vários países europeus antes de se tornar independente, em 1948.

Popularmente conhecido como "a pérola do Oceano Índico", seus 1.340 km de costa são margeados por areia branca e estâncias turísticas. O tsunami de dezembro de 2004 causou um prejuízo de aproximadamente um bilhão e quinhentos milhões de dólares para a ilha.

As suntuosas montanhas do Sri Lanka ostentam alguns dos terrenos mais cultiváveis do mundo. Essa região é mais conhecida pelos terrenos de cultivo de chá, aparentemente intermináveis, que produzem o chá Ceylon, mundialmente conhecido. Mas a economia do Sri Lanka depende também da variedade de sua agricultura, que exporta arroz, cana-de-açúcar, borracha, coco e frutas.

Atualmente, o Sri Lanka tem fortes divisões étnicas e religiosas. Vários confrontos entre a maioria cingalesa (budista) e a minoria tâmil (hindu) têm causado anos de mal-estar político e social. Essa ilha possui ainda uma população muçulmana crescente e uma comunidade cristã estabelecida. 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php??id=286> acesso em 03 de junho de 2008 

terça-feira, 24 de junho de 2008

Rumo ao Uruguai

 

À semelhança de um sanduíche, entre o Brasil ao norte e a Argentina ao sul, o Uruguai é o segundo menor país independente da América do Sul (maior apenas que o Suriname). De sua população de mais de 3,46 milhões de pessoas, 1,7 milhão moram na capital, Montevidéu, e seus arredores. Noventa por cento da população é de descendência européia, a maioria espanhola e italiana.

O explorador espanhol Juan Díaz de Solís, em 1516, foi o primeiro europeu a pisar a região onde hoje é o Uruguai. Pouco mais tarde, naquele mesmo ano, Solís e seus exploradores foram mortos pelos indígenas Charrúas. Nenhuma tentativa séria foi feita para colonizar a região até 1624, quando os jesuítas espanhóis e missionários franciscanos estabeleceram missões na área. Pelos 100 anos seguintes, a região foi alvo de uma série de disputas entre a Espanha e Portugal, com o resultado a favor da Espanha, em 1726.

Montevidéu foi fundada pelos espanhóis como uma fortaleza militar, no começo do século XVIII. A luta do Uruguai pela independência começou em 1810, sob o comando de José Gervasio Artigas. Mas só catorze anos mais tarde, os uruguaios, sob a liderança de Juan Antonio Lavalleja, promoveram uma insurreição que libertou o país e declarou sua independência em 25 de agosto de 1825.

O Uruguai é considerado a nação mais secular da América do Sul. Embora metade da sua população se identifique como católica (47%), quase um quarto (23%) se denomina "crentes em Deus, mas sem religião", e aproximadamente um quinto (17%) identifica-se como ateus ou agnósticos. Os uruguaios, em sua maioria, não são religiosos praticantes.

 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php?id=346> acesso em  24 de junho de 2008 


segunda-feira, 23 de junho de 2008

A Linha do Tempo da Imigração Japonesa

A Linha do Tempo da Imigração Japonesa 

Desde o início da imigração japonesa no Brasil, que tem como marco a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908, os imigrantes japoneses obtiveram muitas conquistas e vitórias, superando inúmeras dificuldades. Confira abaixo a Linha do Tempo da Imigração Japonesa, desde 1908 aos dias atuais.  
 
18 de junho, 1908 
Chegada do navio Kasato Maru, em Santos. Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.  
 
Fevereiro, 1911 
Os primeiros lotes adquiridos por imigrantes japoneses, a partir do projeto de colonização Monções, localizavam-se na vizinhança da Estrada de Ferro Sorocabana, junto à estação Cerqueira César.  
 
Março, 1912 
O Estado de São Paulo doa terras, na região de Iguape, onde famílias de imigrantes são assentadas, a partir do contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e o governo paulista,. 
 
Agosto, 1913 
Chegam ao Brasil 107 imigrantes para trabalhar no garimpo, em Minas Gerais. Foram os únicos imigrantes japoneses da história a trabalharem com mineração.  
 
Março, 1914 
O governo estadual avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria a viagem de japoneses para o Brasil, já que a situação do Estado era desfavorável. Na época, o contingente de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava por volta de 10 mil pessoas.  
 
ADAPTAÇÃO CULTURAL 

 
1918 
As irmãs Kumabe, alunas da Escola Normal do Rio de Janeiro, são as primeiras duas professoras oficiais saídas da comunidade.  
 
1923 
O primeiro dentista de origem japonesa forma-se na Escola de Odontologia de Pindamonhangaba. Surgem polêmicas sobre os imigrantes, povo exótico no país. Tanto no âmbito executivo como no legislativo surgem opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses 
 
1932 
Segundo dados do Consulado Geral do Japão em São Paulo mostram que a comunidade nikkei, na época, era composta por 132.689 pessoas. A maior concentração de pessoas nas colônias situava-se ao longo da linha Noroeste da Companhia Paulista de Ferrovias. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura.  
 
1938 
No ano antecedente ao início da II Guerra Mundial, o Governo Federal começou a restringir as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo Roma-Berlim-Tóquio começaram a sentir os sintomas do conflito.  
 
1940 
A circulação de todas as publicações em japonês é proibida. No ano seguinte, chegaram às últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de rigorosas restrições, inclusive com o confisco de seus bens.  
 
1948 
O primeiro nikkei a ocupar um cargo eletivo em uma capital é Yukishige Tamura, eleito vereador em São Paulo. O clima de paz e harmonia volta a reinar, aos poucos, nas relações entre descendentes japoneses e a sociedade brasileira.  
 
1949 
O comércio entre Brasil e Japão é promovido por meio de um acordo bilateral. O Governo Federal anunciou, um ano depois, a liberação dos bens confiscados dos imigrantes dos países do Eixo.  
 
1951 
As empresas japonesas, encorajadas, começam a planejar investimentos no Brasil. Cinco mil famílias imigrantes são autorizadas, pelo governo brasileiro, a entrar no país.  
 
1958 
O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hirohito, visita o Brasil para participar das festividades do cinqüentenário da imigração japonesa. O número de japoneses e descendentes no país somavam 404.630 pessoas.  
 
1962 
A integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses é cada vez mais acentuada. Seis nisseis são escolhidos nas urnas: três para a Câmara Federal – Minoru Miyamoto, do Paraná; João Sussumu Hirata e Yukishige Tamura, de São Paulo – e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo – Ioshifumi Utiyama, Antônio Morimoto e Diogo Nomura).

1964 
A sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa - Bunkyo é inaugurada na Rua São Joaquim, em São Paulo.  

1967 
O casal imperial visita o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko, a comunidade nikkei lota o estádio do Pacaembu, em São Paulo.  
 
1973 
Chega em Santos, São Paulo, o navio Nippon Maru, último a transportar imigrantes japoneses. 
 
1978 
A imigração japonesa no Brasil festeja 70 anos. O casal imperial Akihito e Michiko participou das festividades e, novamente, a comunidade lota o Pacaembu. No mesmo ano, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo - inaugura, em São Paulo, o Museu da Imigração Japonesa no Brasil.  
 
1978~1987 
A integração consolida a nova identidade dos nikkeis.  
 
Tendo como tema o Japão e seus imigrantes, surgem a partir da década de 70, as primeiras obras literárias de vulto escritas por nikkeis, entre elas: Japão Passado e Presente, de José Yamashiro (1978); História dos Samurais, também de Yamashiro (1982); O Imigrante Japonês, de Tomoo Handa (1987).  
 
1988  
Com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, é comemorado o 80º aniversário da imigração japonesa no Brasil. 
 
Década de 90  
Em meados de 1988 surge o fenômeno dekassegui. A ida de milhares de japoneses e descendentes do Brasil para o Japão atinge o auge no início dos anos 90.  
 
1991  
A Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa – Bunkyo promove, naquele ano, o "Simpósio sobre o fenômeno dekassegui". No ano seguinte, foi criado o CIATE – Centro de Informações e Apoio aos Trabalhadores no Exterior – com a colaboração do Ministério do Trabalho do Japão. Esse serviço funciona até hoje, e tem sua sede no prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa.  
 
1992  
Com personagens descendentes de japoneses e abordando o fenômeno dekassegui, é lançado Sonhos Bloqueados, da professora Laura Hasegawa. é a primeira obra literária de ficção escrita por uma nikkei.  
 
1995  
Comemorou-se, neste ano, o centenário do tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão. A princesa Norinomiya, filha de Akihito, já então imperador do Japão, veio prestigiar as festividades.  
 
1997  
A comunidade nikkei emociona-se mais uma vez com a visita do casal imperial japonês, que permaneceu no país por dez dias.  
 
 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do portal oficial da ACCIJB - Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil , disponivel em <http://www.centenario2008.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=20&Itemid=40>, acesso em 18 de junho de 2008.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

História da Imigração Japonesa no Brasil

 
 

A imigração japonesa no Brasil tem como marco inicial a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, no dia 18 de junho de 1908. 

Do porto de Kobe a embarcação trouxe, numa viagem de 52 dias, os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão, além de 12 passageiros independentes.

Recém chegados a um país de idioma, costumes, clima e tradição completamente diferentes, os imigrantes pioneiros trouxeram consigo esperança e sonhos de prosperidade. 
 
Pré-imigração
 
Embora o Japão tenha enviado seus primeiros imigrantes ao Brasil em 1908, os primeiros japoneses a pisar em solo brasileiro foram quatro tripulantes do barco Wakamiya Maru que, em 1803, afundou na costa japonesa. Os náufragos foram salvos por um navio de guerra russo que, mesmo não podendo desviar-se de sua rota, levou-os em sua viagem. 
 
No retorno, a embarcação aportou, para conserto, em Porto de Desterro, atual Florianópolis (SC), no dia 20 de dezembro, permanecendo até 4 de fevereiro de 1804. Ali, os quatro japoneses fizeram registros importantes da vida da população local e da produção agrícola da época.
 
Incidentalmente, outros japoneses estiveram de passagem pelo país, mas a primeira visita oficial para se buscar um acordo diplomático e comercial ocorreu em 1880. No dia 16 de novembro daquele ano, o vice-almirante Artur Silveira da Mota, mais tarde Barão de Jaceguai iniciou, em Tóquio, as conversações para o estabelecimento de um Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países. 
 
O esforço nesse sentido prosseguiu em 1882, com o ministro plenipotenciário Eduardo Calado, mas o acordo só seria concretizado 13 anos mais tarde. Em dia 5 de novembro de 1895, em Paris, Brasil e Japão assinaram o Tratado da Amizade, Comércio e Navegação. 
 
Abertura à imigração

 
Entre eventos que antecederam a assinatura do Tratado, destaca-se a abertura brasileira às imigrações japonesas e chinesas, autorizadas pelo Decreto-Lei nº 97, de 5 de outubro de 1892. Com isso, em 1894 o Japão envia o deputado Tadashi Nemoto para uma visita em cujo roteiro foram incluídos os Estados da Bahia, do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. 
 
Satisfeito com o que viu, Nemoto manda um relatório ao governo e às empresas de emigração japonesas, recomendando o Brasil como país apto a acolher os imigrantes orientais. A partida da primeira leva de japoneses que deveria vir trabalhar nas lavouras de café em 1897 teve, no entanto, de ser cancelada justamente na véspera do embarque. 
 
O motivo foi a crise que o preço do produto sofreu em todo o mundo, e que iria perdurar até 1906. Em 1907, o governo brasileiro publica a Lei da Imigração e Colonização, permitindo que cada Estado definisse a forma mais conveniente de receber e instalar os imigrantes. 
 
Em novembro do mesmo ano, Ryu Mizuno, considerado o pai da imigração, fecha acordo com o secretário da Agricultura de São Paulo, Carlos Arruda Botelho, para a introdução de 3 mil imigrantes japoneses num período de três anos. Nessa época, o governador era Jorge Tibiriçá. Assim, no dia 28 de abril de 1908, o navio Kasato Maru deixa o Japão com os primeiros imigrantes rumo ao Brasil.
 
O período da imigração
 
Os 781 japoneses recém-chegados foram distribuídos em seis fazendas paulistas. Enfrentaram, porém, um duro período de adaptação. O grupo contratado pela Companhia Agrícola Fazenda Dumont, por exemplo, não permaneceu ali mais que dois meses. As outras fazendas também foram sendo gradativamente abandonadas pelos exóticos trabalhadores de olhos puxados e costumes tão diferentes. Em setembro de 1909, restavam apenas 191 imigrantes nas fazendas que os contratara.
 
Não obstante, no ano seguinte, a segunda leva de imigrantes já estava a caminho. E no dia 28 de junho de 1910, o navio Ryojun Maru aportava em Santos com mais 906 trabalhadores a bordo.  Distribuídos por outras fazendas, eles viveriam os mesmos problemas de adaptação dos compatriotas que os antecederam. Aos poucos, porém, os conflitos foram diminuindo e a permanência nos locais de trabalho, mais duradoura.
 
Conquistando espaço
 
Os primeiros imigrantes japoneses a se tornarem proprietários de terra foram cinco famílias que adquiriram, em fevereiro de 1911, lotes junto à Estação Cerqueira César, da Estrada de Ferro Sorocabana, dentro do projeto de colonização Monções, criado na época pelo Governo Federal. Essas famílias foram, também, as primeiras a cultivar o algodão. 
 
Em março de 1912, novas famílias são assentadas em terras doadas pelo governo paulista, na região de Iguape, graças ao contrato de colonização firmado entre uma empresa japonesa e o poder público. Iniciado com cerca de 30 famílias - a maioria proveniente de outras fazendas onde os contratos já haviam sido cumpridos - esse foi um dos mais bem sucedidos projetos de colonização dessa fase pioneira. 
 
Nesse mesmo ano, os imigrantes atingiram o Paraná, tendo como precursora uma família procedente da província de Fukushima e que se estabelece na Fazenda Monte Claro, em Ribeirão Claro, cidade situada no norte do Estado. Em agosto de 1913, um grupo de 107 imigrantes chega ao Brasil para trabalhar em uma mina de ouro, em Minas Gerais. Foram os únicos mineiros na história da imigração. 
 
Em 1914, o número de trabalhadores japoneses no Estado de São Paulo já estava em torno de 10 mil pessoas. Com uma situação financeira desfavorável, o governo estadual decidiu proibir novas contratações de imigrantes e, em março, avisou à Companhia da Imigração que não mais subsidiaria o pagamento de passagens do Japão para o Brasil. 
 
No entanto, a abertura de novas comunidades rurais que utilizavam a mão-de-obra existente continuou. Por essa época, ocorreu também um dos episódios mais tristes da história da imigração, quando dezenas de pessoas que haviam se instalado na Colônia Hirano, em Cafelândia, morreram vítimas da malária, doença então desconhecida para os japoneses.
 
Adaptação cultural e a Segunda Guerra Mundial
 
Com o aumento do número de colônias agrícolas japonesas, que nesse período se expandiram, principalmente, em direção ao noroeste do Estado de São Paulo, começam a surgir, também, muitas escolas primárias destinadas a atender os filhos dos imigrantes. Em 1918, formaram-se as duas primeiras professoras oficiais saídas da comunidade, as irmãs Kumabe, pela Escola Normal do Rio de Janeiro. Em 1923, a Escola de Odontologia de Pindamonhangaba formou, também, o primeiro dentista de origem japonesa. 
 
Essa presença crescente de um povo exótico no país, porém, não parou de gerar polêmicas. Tanto na esfera executiva como legislativa surgiram opiniões a favor e contra a entrada de novos imigrantes japoneses. Em 1932, segundo informações do Consulado Geral do Japão em São Paulo na época, a comunidade nikkey era composta por 132.689 pessoas, com maior concentração na linha Noroeste. Desse total, 90% dedicava-se à agricultura. Nesta época, havia também diversas publicações em japonês com periodicidade semanal, quinzenal e mensal. 
 
Em 1938, ano antecedente à Segunda Guerra Mundial, o Governo Federal começou a limitar as atividades culturais e educacionais dos imigrantes. Em dezembro, decretou o fechamento de todas as escolas estrangeiras, principalmente as de japonês, alemão e italiano. 
 
As comunidades oriundas dos países integrantes do Eixo Roma-Berlim-Tóquio começaram a sentir os sintomas do conflito iminente. Em 1940, todas as publicações em japonês tiveram a sua circulação proibida. No ano seguinte, chegaram as últimas correspondências do Japão. Até o fim da guerra, os japoneses viveram um período de severas restrições, inclusive o confisco de todos os bens.
 
Período pós-guerra
 
Em 1948, Yukishige Tamura é eleito vereador em São Paulo, tornando-se, assim, o primeiro nikkey a ocupar um cargo eletivo em uma capital. Já em clima de paz, é restabelecido, em 1949, o comércio entre Brasil e Japão por meio de um acordo bilateral. Um ano depois, o Governo Federal anuncia a liberação dos bens confiscados aos imigrantes dos países do Eixo e, em 1951, aprova projeto para introdução no País de 5 mil famílias imigrantes. Encorajadas, as empresas japonesas começam a planejar investimentos no Brasil. As primeiras chegam em 1953. 
 
Cinqüenta anos após a chegada do navio Kasato Maru em Santos, o número de japoneses e descendentes no país somavam 404.630 pessoas. O príncipe Mikasa, irmão do imperador Hiroito, visita o País para participar das festividades do cinqüentenário da imigração.   Nas eleições majoritárias de 1962, já se pôde observar a plena integração social e política dos brasileiros descendentes de japoneses, quando seis nisseis são escolhidos por meio das urnas: três para a Câmara Federal (Minoru Miyamoto, do Paraná; João Sussumu Hirata e Yukishige Tamura de São Paulo) e três para a Assembléia Legislativa de São Paulo (Ioshifumi Utiyama, Antônio Morimoto e Diogo Nomura). 
 
Em 1967, o príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko visitam o Brasil pela primeira vez. Na recepção ao casal imperial, a comunidade nipo-brasileira lotou o estádio do Pacaembu. 

Em 1973, chega a Santos o Nippon Maru, o último navio a transportar imigrantes japoneses. Em 1978, a imigração japonesa comemora 70 anos. O príncipe herdeiro Akihito e a princesa Michiko participam das festividades e novamente lotam o Pacaembu. No prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social (Bunkyo) é inaugurado o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil.
 
A integração consolidada
 
Os anos 60 foram marcados, em muitos aspectos, pela integração dos nikkeis à sociedade brasileira. Além da participação ativa na vida política por meio de seus representantes nas casas legislativas, os nikkeis começaram a despontar nas áreas culturais, notadamente na grande imprensa - liderados por Hideo Onaga, na Folha de S. Paulo -, e nas artes plásticas, com destaque para Manabu Mabe. Neste mesmo período, durante o governo Costa e Silva, também é nomeado o Primeiro-Ministro descendente de japoneses, o empresário Fábio Yassuda, que assumiu o cargo de Ministro da Indústria e Comércio, sem, no entanto, cumprir integralmente sua gestão. 
 
No futuro, dois outros seriam chamados a assumir cargos equivalentes: Shigeaki Ueki, como Ministro de Minas e Energia do Governo Geisel, e Seigo Tsuzuki, como Ministro da Saúde do Governo Sarney. Outro marco importante de 1964 foi a inauguração da sede da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistencial Social (Bunkyo) na rua São Joaquim, no bairro da Liberdade. 
 
O Bunkyo passou a promover e coordenar a maioria dos grandes eventos com envolvimento da comunidade nipo-brasileira como um todo: aniversários da imigração, visitas ao Brasil de membros da Família Imperial etc. 
 
A partir da década de 70 começaram a surgir as primeiras obras literárias escritas por nikkeis, tendo como temas o Japão e os imigrantes, entre eles: "Japão Passado e Presente" (1978) e "História dos Samurais" (1982), ambas de José Yamashiro, além da obra considerada referência obrigatória dentro da história da imigração japonesa, o livro "O Imigrante Japonês" (1987), de Tomoo Handa. 

Em 1988, no 80º aniversário da imigração, comemorado com a presença do príncipe Aya, filho de Akihito, o Censo Demográfico da Comunidade, feito por amostragem, estimava o número de nikkeis no País em 1.228.000 pessoas. Nesse final de década, a comunidade nipo-brasileira e o próprio país já começaram a sentir os efeitos de um novo e curioso fenômeno que se alastrava rapidamente entre as famílias nikkeis: os dekasseguis.
 
O fenômeno dekassegui 
 
A ida de milhares de japoneses e descendentes do Brasil para o Japão começou em 1988, atingindo seu auge no início da década de 90. 
Seguindo o caminho inverso dos imigrantes do Kasato Maru, mas com objetivos semelhantes, os dekasseguis marcaram este período como um dos mais importantes da história da imigração japonesa. 
 
Em 1991, o Bunkyo realizou o "Simpósio sobre o fenômeno dekassegui". No ano seguinte, foi criado o CIATE - Centro de Informação e Assistência ao Trabalhador no Exterior - com a colaboração do Ministério do Trabalho do Japão. Este serviço tem sua sede no prédio da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. 
 
No mesmo período surge, também, a primeira obra literária de ficção escrita por uma nikkey, tendo como personagens descendentes de japoneses e tema relacionado ao fenômeno dekassegui: "Sonhos Bloqueados", é lançado em 1992 pela professora Laura Hasegawa. Outro importante acontecimento desta década foram as comemorações, em 1995, do centenário do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão. A princesa Norinomiya, filha de Akihito, já então imperador do Japão, veio prestigiar as festividades. Em 1997 o próprio casal imperial faz uma visita de dez dias ao Brasil, provocando grande emoção na comunidade. Em 1998, a comunidade nikkei de todo o país comemorou com festa os 90 anos da imigração. Nessa festa, a última sobrevivente da primeira leva de imigrantes, sra. Tomi Nakagawa, estava presente.
 
Decorrido todo este tempo desde sua chegada ao Brasil, o Kasato Maru permanece como marco da imigração japonesa no Brasil.
 
 
 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do portal oficial da ACCIJB - Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil , disponivel em <http://www.centenario2008.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=20&Itemid=40>, acesso em 18 de junho de 2008.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ipê-amarelo: Símbolo nacional



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 Uma lei de 7 de dezembro de 1978 transformou a flor do ipê-amarelo em símbolo nacional. Antes, em 1974 e 1975, já haviam sido criados dois projetos de lei para tentar instituir a flor do ipê como flor nacional do Brasil.

Porém, eles foram arquivados na Câmara dos Deputados.
O ipê (que, em tupi-guarani, significa "árvore de casca grossa") possui propriedades medicinais, é originária do Cerrado e floresce de julho a setembro, frutificando nos dois meses seguintes. O ipê mais comum no Brasil é o amarelo, encontrado no Cerrado, Caatinga, matas ciliares, Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia. Porém, existem ipês com flores nas cores branca, rosa e roxa. A mesma lei declara que a Árvore Nacional é o pau-brasil.
 
 
Pau-Brasil
 

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O que significa a bandeira dos Jogos Olímpicos?

O Barão de Coubertin idealizou a bandeira olímpica em 1913 e a apresentou no congresso olímpico de 1914 em Alexandria (Grécia). A bandeira olímpica estreou nos Jogos Olímpicos da Antuérpia em 1920. A mesma bandeira foi usada até 1984 nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Nas olimpíadas de Seul foi confeccionada uma nova bandeira. A bandeira deve ficar guardada no corredor da cidade anfitriã até os próximos Jogos Olímpicos.

A bandeira branca com os cinco anéis entrelaçados representam os continentes (azul, Europa; amarelo, Ásia; preto, África; verde, Oceania; e vermelho, America) e as cinco cores que podem compor todas as bandeiras do mundo (No entanto, esta simbologia não foi confirmada como sendo intencional). simbolizam o encontro de paz e harmonia entre os atletas para o evento competitivo mais importante do mundo.

O lema olímpico "Citius, Altius, Fortius" ("Mais rápido, mais alto, mais forte" em latim) foi criado pelo monge francês Didon, amigo do Barão de Coubertin, em 1890.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Medo de amar - Historia para o dia dos namorados

Ola blogueiros!
Escrevi essa historia para postar no dia dos namorados.
Espero que vocês gostem, deixem um comentário sobre o que acharem da historia.
Espero que gostem.
 
 

No vibrante Centro de Nova Iguaçu, um ônibus entre as centenas de veículos que trafegam na Via Ligth, leva entre diversos passageiros um jovem. Era Fernando, ansioso e tão nervoso quanto uma criança em seu primeiro dia de aula.

Quando a condução inicia a subida do Viaduto Padre João Much sua ansiosidade fica maior ainda ao pensar na possibilidade de que seus amigos não o estivessem esperando conforme haviam combinado no dia anterior. Seu coração batia acelerado em pensar na possibilidade.

Fernando levanta-se, puxa o sinal do ônibus. Ao descer do veiculo dirige-se à Praça do Skate onde avista rapidamente seus amigos, Márcio, Carina e Sara, a sua espera.

- Obrigado por terem vindo. Eu acho que...

-Sinceramente eu acho uma tolice da sua parte - diz Márcio. Estar com vergonha de ir sozinho para faculdade com medo de que fique rindo de você per ter sido traído no ano passado. Certamente ninguém lembra mais.

-Ola quem fala – Carina repreendendo Márcio. Não foi você quem ligou para Sara e para mim, pedindo para que não faltássemos?

- Obrigado Márcio – Diz Fernando timidamente.

Logo após eles dirigem-se para a faculdade, conversando animadamente como fora suas férias.

Pouco tempo após chegarem à faculdade, Fernando encontra seu amigo Walace.

- Fernando! Todas as pessoas só estão falando que a Iasmim te traiu pouco antes do inicio das férias e que ela...

- É... eu não quero falar sobre esse assunto – Fernando constrangido.

- Ah! Desculpa-me não sabia – Walace com sarcasmo. Mas você tem que superar esta situação.

- Nós havíamos marcado encontro na Praça do Skate e você não foi por quê?

- Eu me esqueci. Mas tudo bem na próxima eu não irei faltar. Vou indo para a sala e no intervalo te encontro.

Chegando à sala Fernando avista Márcio acenando, mostrando-lhe que há um lugar reservado ao seu lado.

Já sentado ao lado de seus amigos entra em sala o professor Miguel, um homem alto e magro usando óculos e com algumas rugas revelando sua avançada idade.

- Bem vindos ao primeiro dia letivo do quinto período. Neste período serei professor da disciplina de Micro-biologia aplicada. Nossas aulas serão praticas e teó...

- Licença professor, perdoe-me pelo atraso.

Todas as atenções se voltaram para a porta da sala.

- Entre! – professor Miguel sorridente. Venha aqui à frente e apresente-se para a turma. Pelo que vejo você é nova aqui.

- Boa Noite, meu nome é Ana Clara – Disse timidamente. Eu sou aluna transferida de outra instituição.

- Agora que todos já lhe conhecem vamos dar continuidade à aula.

Enquanto Ana Clara se dirigia para seu lugar Fernando a observava atentamente.

Ana Clara era uma jovem morena com longos cabelos castanhos claro.

Quando Fernando se da conta, Sara está olhando para ele com um olhar malicioso.

- Você olha tanto para a aluna nova, se apaixonou por ela? – Diz Sara risonha.

- Não. Eu não acredito mais nesse negocio de amor.

-Fernando, não é por que aconteceu aquilo com a Iasmim que você deve ficar assim fechado para novos relacionamentos – diz Carina.

- Aquilo o que? –Fernando sussurrando e visivelmente nervoso. Que ela me traiu na quadra de esportes para quem quisesse ver, será que toda hora alguém tem que me lembrar deste fato.

- Isso pode acontecer com qualquer pessoa – Márcio tentando por fim na discursão.

- Você fala isso, pois não foi você a quem sua namorada traiu com outra garota – Fernando com os olhos lacrimejando.

- Vamos prestar atenção na aula ou o professor chamará nossa atenção – Sara calmamente.

Os quatro amigos voltam a copiar atentamente, porem não falaram até o horário do intervalo.

No intervalo todo litígio já havia se desfeito. Estavam todos na cantina comendo, até que chega Walace.

- Fernando, você viu a minha irmã Débora?

- Parece-me que ela estava indo para a biblioteca.

Walace vai em busca de sua irmã, retornando poucos minutos depois.

- Quem é aquela aluna nova que estava com a Débora? Ela é da sua turma?

- Se não me engano o nome dela é Ana Clara. Ela veio transferida de outra faculdade.

Já na sala de aula Fernando vai à frente e pede a palavra ao professor.

- Atenção colegas, para comemorar o iniciar de mais um ano letivo vamos todos festejar na Rua da Lama – Fernando fala auto e alegremente.

Assim que Fernando termina de falar todos da classe começam a assobiar e bater nas cadeiras, como sinal de aprovação. Então o professor Welington se levanta e todos param instantaneamente, então o professor diz:

-Eu também irei festejar com vocês.

Retornam ao mesmo estado de alegria de antes.

Chegando ao local, a animação em poucos minutos contagia a todos que dançam animadamente.

Fernando fica a maior parte do tempo com o olhar fixado em Ana Clara, seus amigos percebem mais preferem não fazer nenhum comentário.

No dia seguinte no horário do intervalo, Fernando estava na biblioteca, desacompanhado de seus amigos, quando se depara com Walace.

- A Débora me contou diversas coisas sobre a Ana Clara.

- Não estou interessado em saber coisa alguma desta garota.

-Pelo que pude perceber ela usa os garotos, aproveita e depois os joga fora como se fossem descartáveis.

-Fernando que saudade – Ecoa um grito pela silenciosa biblioteca, era Diana que vinha correndo em sua direção com os braços abertos.

Diana era gorda de cabelos tingidos de loro cacheados na altura do ombro, nem mesmo os óculos fundo de garrafa corrigirá sua vesguice. Todos a conheciam por sua personalidade escandalosa e por suas fofocas.

Em poucos minutos aqueles braços gordos estavam envolvendo a cintura de Fernando. Walace ria da situação em que seu amigo se encontrava.

-Oi Diana... é...também senti saudades – Fernando encabulado. Acho que já pode me soltar.

O laboratório era um ambiente muito atrativo, havia diversos animais disecados ou conservados em formol além de vidrarias de formas nada convencionais, tudo isso em diversas estantes e prateleiras. Era tentador para qualquer curioso.

Professor Welington era cauteloso em avisar a seus alunos que tivessem cuidado em não tocar em nada que ele não autorizasse. Mesmo sob os avisos do professor diversos alunos se aglomeravam em frente às estantes e prateleiras.

Entram no laboratório Fernando e Diana, vindos da biblioteca, até que Diana despropositadamente esbarra em Ana Clara que deixa cair no chão um pote com um feto humano. Em pouco segundos todo o ambiente esta enfestado pelo aroma forte do formol. Quando as jovens vêm o feto jogado próximo aos pés de Fernando começam a gritar.

Logo após se dar conta do que esta acontecendo o professor pede para que cessem a gritaria. Vendo o feto pergunta quem é o responsável.

O desespero toma conta de Ana Clara, apesar de suas brincadeiras professor Welington era conhecido por sua severidade. Quando Ana Clara estava preste a erguer a mão e responsabilizar-se ouve:

-Fui eu – Fernando toma sob si a culpa de Ana Clara.

-Retire-se do laboratório

Fernando pega sua mochila dirige-se a porta e antes que podesse sair o professor diz-lhe:

-Não se esqueça que você terá que restituir a faculdade.

-Dinheiro para mim não é problema – Fernando sarcasticamente.

Na aula após o intervalo Ana clara aproxima-se dos amigos de Fernando e pergunta-lhes:

-Onde está o Fernando? Gostaria de falar com ele.

-Ele foi embora – Sara.

Ana Clara agradece a resposta e foi de volta para seu lugar, durante toda a aula o ato generoso de Fernando ficou em seus pensamentos.

Enquanto isso na Praça da Liberdade, no Centro de Nova Iguaçu, Fernando dirige-se para o ponto de ônibus quando ouve uma voz o chamando virando-se para ver quem era, vê seu amigo Walace.

-Aconteceu algo? - Fernando assustado.

-Não. Quero conversar com você sobre o que aconteceu hoje no laboratório.

Fernando senta-se em um dos bancos da praça.

-Foi hilário – Fernando rindo. Quando as meninas viram o feto no chão começaram a gri...

-Não é sobre isso que estou falando – Walace fala seriamente. Falo sobre você tomar a culpa da Ana Clara. Minha irmã me contou tudo que ocorreu. Caso você continue assim acabará se tornando mais uma de suas vitimas.

Apois falar Walace levanta-se e retorna para a faculdade, deixando Fernando sozinho e pensativo. Fernando resolve mostra para Ana Clara que ela não poderia se aproveitar nem dele nem de nenhum outro garoto. Fernando já tinha em sua mente um plano arquitetado. O primeiro passo para executar seu plano seria comprar um lenço.

Fernando levanta-se vai até um vendedor ambulante, e compra seu lenço mais bonito, ele dobra-o cuidadosamente e coloca em um dos bolsos laterais de sua mochila.

No dia seguinte aproxima-se Ana Clara de Fernando com o propósito de agradecer por sua gentileza. Fernando estava acompanhado de seus amigos. Ana clara toca-lhe o ombro e ele vira-se.

-Gostaria de agradecê-lo.

-Agradecer-me, pelo que? - Fernando friamente.

-Por ontem... no laboratório.

-Foi apenas uma desculpa para que eu não precisasse assistira aula.

Fernando vira-se e continua a conversa com seus amigos. Ana Clara imóvel fica a pensar se este era o mesmo Fernando que havia defendido-a no dia anterior.

Ana Clara novamente toca o ombro de Fernando dando-lhe algumas cédulas de dinheiro.

-Não aceito esmolas. Obrigado – Fernando debochando.

-Não é esmola. É para que você compre outro feto.

-Eu disse ontem e retorno a dizer: dinheiro para mim não é problema.

Antes que Ana Clara podesse responder Fernando saiu seguido de seus amigos.

Na quadra de esportes Fernando acena para um de seus colegas, era Igor um jovem moreno alto de porte atlético.

-Oi Igor. Vamos amanhã para a Passarela do Rock, em Mesquita, amanhã?

-Vamos sim.

Igor era conhecido por namorar quase todas as meninas da faculdade e por dilacerar seus corações.

Já na sala de aula Fernando diz a seus amigos:

-Preciso da ajuda de vocês para realizar um plano.

-Eu não gosto de participar desses seus planos – Carina.

-É simples, quero somente que convidem a Ana Clara para ir conosco à Passarela do Rock.

-E o que você quer fazer com isso? - Sara desconfiada.

-Eu quero apenas que todos possam ir... juntos.

-Eu a convido – Márcio.

No mesmo instante Márcio se levantou e dirigiu-se até Ana Clara connvidando-a.

No dia seguinte enquanto Fernando se arrumava para ir à Passarela do Rock, quando seu telefone celular toca. Fernando pega o celular, na tela do aparelho indica que Márcio é quem esta ligando.

-Alo, Márcio.

-Fernando, poderia me encontrar com você aqui na Praça de Edson Passos.

Em poucos minutos Fernando estava na estação de trem de Nova Iguaçu, descendo seus degraus até alcançar a plataforma. Entra no trem, senta-se e enquanto não chega à estação de Edson Passos, Fernado fica arquitetando seu plano em pensamento.

Ao chegar à estação desembarca do trem, sai da estação, atravessa a rua e chega à praça a qual havia marcado com seu amigo Márcio. Chegando, logo o avista comendo um churros.

-O que você quer falar comigo que não pode esperar até chegar à Passarela?

-Quero saber desse seu plano. O que você quer com a Ana Clara?

-Você esta a defendendo por quê? Você a defende, pois não a conhece, se você soubesse do que eu sei.

-Eu não sei e não estou interresado em saber. Mas oque você sente por ela?

-Odio... somente.

-Cuidado Fernando minha mãe costuma dizer que o amor e o odio caminham lado a lado.

-Neste caso é bem diferente, tem só odio – Fernando olha o relógio. É melhor irmos ou nos atrasaremos.

Assim que chega Fernando encontra Diana que diz todos os seus conhecidos que estão presentes, incluindo Igor e Ana Clara.

-Diana, já que a Ana Clara é nova por aqui vamos apresentá-la a nossos amigos.

-Ótima idéia.

Diana vai buscar Ana Clara e Fernando busca Igor, quando Fernando o encontra diz-lhe que uma garota esta interessada nele. Ao encontrar Diana acompanhada de Ana Clara, Fernando os apresenta e junto com Diana deixa-os a sós.

Após divertir-se bastante, Fernando voltando para casa com seus amigos deparasse com Ana Clara e Igor se beijando, todos param, então quando percebem que estão sendo vistos param. Ana Clara ruborizada abaixa a cabeça timidamente.

-Podem continuar estamos sós de passagem – Sara.

Continua seu caminho, porém Fernando fica calado, a cena que havia visto não saia de sua cabeça.

-Encontrei o namorado perfeito, ele é carinhoso, educado... - Ana Clara diz a sua amiga Débora no dia seguinte.

-Quem é esse príncipe? Onde você o conheceu?

-O nome dele é Igor, ele faz Educação Física.

O sorriso do rosto de Débora instantaneamente desapareceu.

-O que foi? Você o conhece? - Ana Clara assustada.

-Eu não te falei do Igor? Ele faz isso com todas as garotas, mas seus namoros não passam de um dia.

-Eu não acredito, ele se mostrou tão romântico e apaixonado.

Durante a saída Ana Clara procurava por Igor a fim de resolver o mal entendido. Finalmente o encontra aos beijos com outra garota. Ana Clara senta-se em um banco isolado no pátio da faculdade e começa a chorar, quando olha para frente depara-se com Fernando olhando-a seriamente.

-Veio rir de mim?

Fernando abre um dos bolsos laterais de sua mochila, retira o lenço e da à Ana Clara. No mesmo instante vira-se e vai embora.

No ponto de ônibus Fernando fica a pensar que havia suposto que ficaria feliz ao ver Ana Clara triste, mas ele também estava triste. A imagem do rosto de Ana Clara molhado pelas lagrimas não lhe saia do pensamento.

Ainda sentada no banco, Ana Clara surpreede-se com a presença de Walace que se senta ao seu lado e a abraça.

-Pode contar comigo, estou aqui para ajudá-la.

Na manhã seguinte Fernando já estava em frente à faculdade acompanhado de Carina e Sara. O ônibus que levaria os alunos da sua turma para uma visita guiada ao Parque Municipal de Nova Iguaçu já estava com todos acomodados e prontos para partirem, porém Fernando insistia com a professora para que esperassem por Márcio.

-Vamos, ou chegaremos atrasados – Professora Elen.

-Espere só mais um instante, ele me ligou e disse que já esta chegando.

Márcio frequentemente chegava atrasado em encontros.

Poucos minutos depois chega Márcio. Todos embarcam no veiculo e partem rumo ao Parque Municipal.

Na entrada do Parque Municipal todos os alunos se amontoavam para ver a represa. Fernando estava conversando com seus amigos quando chega Ana Clara.

-Fernando pode falar com você... em particular?

-Claro que não, Márcio, Carina e Sara são meus amigos, não temos segredos um com o outro. Se você não disser na frente deles o que desejo eu mesmo direi mais tarde.

-Sim, entendo. Eu vim te devolver o lenço que você me deu ontem.

-Pode ficar com ele.

-Não. Eu dispenso tudo o que vem de você.

Ana clara põe o lenço na mão de Fernando e retira-se. Fernando pega o lenço e senti o aroma do perfume que Ana Clara costuma usar.

Mas tarde de volta à faculdade os amigos de Fernando marcaram de chegarem mais cedo sob a desculpa de estudarem. Chegando à faculdade os amigos de Fernando o conduzem até uma sala que não estava tendo aula.

-Fernando precisamos conversar seriamente – Sara.

-O que houve? - Fernando assustado.

-É referente você e Ana Clara, sobre vocês dois – Márcio.

-Não há oque falar sobre esse assunto.

-Fernando, assume que você ama a Ana Clara – Carina.

-Eu não a amo, eu não amo ninguém.

-Fernando eu te entendo – Carina. É normal ter medo, todos nos temos medo de alguma coisa, e o medo é instintivo e natural. Temos medo para evitar que nos machuquemos, mas você esta se defendendo demais e com isso quem sabe esta deixando de viver algo que você gostaria bastante.

-Tudo bem eu assumo... eu amo a Ana Clara – Fernando quase chorando.

Todos ficam em silencio quando ouvem um barulho atrás da porta. Sara abre a porta e vê Diana ouvindo, oque eles conversavam, atrás da porta. Ao ver Diana Fernando diz:

-Pronto agora todos irão saber que eu amo a Ana Clara.

-Diga para ela antes que outra pessoa diga – Márcio.

-Eu acho que ela não virá hoje – Diana.

-Por que ela não vai vir hoje – Sara.

-O Walace marcou de encontrar com ela naquela Praça dos namorados, digo Praça Santos Dumont – Diana.

-O que o Walace que com ela? Ele não gosta dela – Fernando.

-Me disseram que ele iria pedir ela em namoro – Diana.

-Então é tarde demais para que eu diga a ela que a amo.

-Mas por quê? Ela também te ama. A Débora me disse – Diana.

-Mas e o que o Walace me falava sobre ela?

-Certamente ele inventava para que você se afastasse dela – Carina.

Fernando se levanta e vai à direção à porta.

-Para onde você vai? - Márcio.

-Vou para a Praça Santos Dumont, tenho que chegar antes do Walace.

Fernando corre até o ponto de ônibus, entra no ônibus e no Centro de nova Iguaçu o veiculo anda vagarosamente devido a um engarrafamento. Fernando desce e segue o restante do trajeto correndo.

Chegando à Praça Fernando procura-a. Há diversos casais de namorados abraçados ou se beijando. Sempre que vê um casal Fernando olha atentamente para se certificar que não é Ana Clara e Walace.

Quando estava preste a desistir Fernando vê Ana Clara sozinha sentada em um banco.

-Posso falar com você? - Fernando. Tenho algo importante para lhe dizer.

Ana Clara permanece em silencio, Fernando senta-se ao seu lado.

-Eu te amo, e quero estar ao seu lado não só hoje, mas sempre.

-Agora é fácil para você dizer isso depois de tudo que você me fez passar.

-Eu fazia tudo isso, pois estava tentando negar o que eu sinto por você.

-Seu amigo Walace me contou tudo sobre você.

-Contou oque? - Fernando assustado.

-Como você usa e manipula as pessoas, e como você as trata como se fossem descartáveis.

-É mentira. Ele contou-me o mesmo sobre você. E por esse motivo que eu tinha tanta aversão a você. Eu sei que errei, mas perdoe-me.

Ana Clara permanece em silencio.

-Eu entenderei se não me perdoar.

Fernando se levanta com o propósito de ir embora

-Fernando eu também te amo.

Ana Clara se levanta e abraça Fernando.

-O Walace vai vir aqui pedi-la em namoro.

-Ele já veio.

-E oque aconteceu?

-Eu disse para ele que amava outro garoto.

-Eu poderia saber que é este outro garoto

-Tem coisas que é melhor demonstrar do que falar.

-Como assim?

Ana Clara beija Fernando.

-Espera ai... Então com esse beijo... Que dizer que o garoto que você ama sou eu?

-Fernando, Cala a boca e me beija.

 


 

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Jogos Olímpicos Modernos

Jogos Olímpicos da Era Moderna
 
No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy , conhecido com o barão de Coubertin. O principal fator deste renascimento foram as escavações, em 1852, das ruínas do templo de Olímpia onde aconteciam as Olimpíadas nos tempos ancestrais.
 Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.
Na Era Moderna foram realizados jogos 15 vezes na Europa, 5 vezes na América do Norte ou Central, 2 vezes na Ásia e 2 na Oceania. Veja abaixo a lista de todas as cidades que sediaram os Jogos Olímpicos:
 

Todos os Jogos Olímpicos da Era Moderna
 

1896 - I Olimpíada - Atenas, Grécia
1900 - II Olimpíada - Paris, França
1904 - III Olimpíada - Saint Louis, Estados Unidos
1906 - Edição comemorativa - Atenas, Grécia
1908 - IV Olimpíada - Londres, Reino Unido
1912 - V Olimpíada - Estocolmo, Suécia
1916 - VI Olimpíada - Não realizada em função da Primeira Guerra Mundial 
1920 - VII Olimpíada - Antuérpia, Bélgica
1924 - VIII Olimpíada - Paris, França
1928 - IX Olimpíada - Amsterdã, Holanda
1932 - X Olimpíada - Los Angeles, Estados Unidos
1936 - XI Olimpíada - Berlim, Alemanha
1940 - XII Olimpíada - Não realizada em função da Segunda Guerra Mundial 
1944 - XIII Olimpíada - Não realizada em função da Segunda Guerra Mundial 
1948 - XIV Olimpíada - Londres, Reino Unido
1952 - XV Olimpíada - Helsínque, Finlândia
1956 - XVI Olimpíada - Melbourne, Austrália
1960 - XVII Olimpíada - Roma, Itália
1964 - XVIII Olimpíada - Tóquio, Japão
1968 - XIX Olimpíada - Cidade do México, México
1972 - XX Olimpíada - Munique, Alemanha Ocidental
1976 - XXI Olimpíada - Montreal, Canadá
1980 - XXII Olimpíada - Moscou, União Soviética
1984 - XXIII Olimpíada - Los Angeles, Estados Unidos
1988 - XXIV Olimpíada - Seul, Coreia do Sul
1992 - XXV Olimpíada - Barcelona, Espanha
1996 - XXVI Olimpíada - Atlanta, Estados Unidos
2000 - XXVII Olimpíada - Sydney, Austrália
2004 - XXVIII Olimpíada - Atenas, Grécia
2008 - XXIX Olimpíada - Pequim, China
2012 - XXX Olimpíada - Londres, Reino Unido


 

terça-feira, 10 de junho de 2008

Olimpíada 2016: Rio no páreo

Desde a última quartafeira (4), o Rio de Janeiro é oficialmente candidato a sediar a Olimpíada de 2016. Também passaram na triagem do Comitê Olímpico Internacional (COI) as cidades de Madri (Espanha), Chicago (Estados Unidos) e Tóquio (Japão). Outras três foram eliminadas: Praga (República Tcheca), Doha (Qatar) e Baku (Azerbaijão).

O Rio de Janeiro já foi candidato à Olimpíada anteriormente, para organizar o evento em 2004 e em 2012, mas em nenhuma da vezes passou para a segunda etapa. A decisão final será anunciada no dia 2 de outubro de 2009, na Dinamarca.

Veja o que o designer diz da logomarca: "o Pão de Açúcar em forma de coração representa a incontestável paixão e vibração do brasileiro por esporte. A exclamação incorporada ao número 1 resulta em uma marca que representa perfeitamente a expectativa e vibração da população pela oportunidade de sediar esta edição dos Jogos Olímpicos… as formas do Pão de Açúcar representam as riquezas naturais das quais os cariocas tanto se orgulham. A proposta da logomarca é emoldurar a profusão de cores típicas da natureza exuberante da cidade do Rio de Janeiro".

quinta-feira, 5 de junho de 2008

História dos Jogos Olímpicos da Antigüidade

Os Jogos Olímpicos são um evento esportivo que ocorre a cada quatro anos. Atletas de todo o mundo representam os seus países nos Jogos Olímpicos. Em cada prova são distruibuídas medalhas de ouro, prata e bronze para os três primeiros colocados (nos esportes coletivos são contabilizadas apenas uma medalha por equipe no quadro de medalhas). Geralmente chama-se os Jogos Olímpicos de Olimpíadas, mas originalmente a Olimpíada era o tempo decorrido entre duas edições dos Jogos Olímpicos.


História dos Jogos Olímpicos da Antigüidade

Os primeiros Jogos Olímpicos eram realizados de quatro em quatro anos há mais de 2.700 anos na Grécia Antiga. A competição era uma celebração de tributo aos deuses. O imperador Teodósio I terminou com os Jogos entre os anos de 393 e 394. Todas as referências pagãs da antigüidade deveriam ser interrompidas.


Quem foi o Barão de Coubertin?

Pierre de Frédy foi pedagogo e historiador francês, tendo ficado para a história como o fundador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Pierre de Frédy ficou mais conhecido pelo seu título de Barão Pierre de Coubertin.

O Barão de Coubertin, tinha o sonho de reviver os Jogos Olímpicos. Em 1984 o Barão de Coubertin organizou um congresso internacional em 23 de Junho de 1894 na Sorbonne em Paris para criar o Comitê Olímpico Internacional (COI). Dois anos depois foram realizados os Jogos Olímpicos em Atenas na Grécia, a pátria dos Jogos Olímpicos da Antigüidade.

Até a sua morte em 1937 em Genebra na Suíça o Barão de Coubertin era o presidente honorário do COI. Coubertin foi enterrado na sede do COI em Lausanne, mas o seu coração foi sepultado separadamente, num monumento perto das ruínas da antiga Olímpia.
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do portal Quadro de Medalhas, disponivel em <http://www.quadrodemedalhas.com/olimpiadas/historia-dos-jogos-olimpicos.htm>, acesso em 05 de Junho de 2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

Cuba Por Dentro

Cento e cinqüenta quilômetros é a distância que separa Cuba dos Estados Unidos, na costa do estado da Flórida. Sendo o único país comunista no hemisfério ocidental, Cuba tem tido relações tumultuosas com os Estados Unidos desde os anos 60. Cerca de 11 milhões de pessoas vivem nesse país caribenho, constituído por um arquipélago. Já foi considerado como o destino mais popular para o período de férias, mas o país tem sido reprimido econômica e socialmente nos últimos 50 anos.

Cristóvão Colombo, durante sua famosa exploração do "Novo Mundo", conquistou Cuba para a Espanha, em 1492. Ao longo dos séculos seguintes, muitos escravos africanos foram levados para Cuba para trabalhar nas plantações de café e cana-de-açúcar. Navios espanhóis, vindos da América Central e do Sul, aportaram em Cuba, em seu caminho para a Europa, fazendo da cidade de Havana um importante porto para o Império Espanhol.

Embora brevemente ocupada pelos britânicos, a ilha permaneceu como uma colônia espanhola até 1868, quando declarou sua independência. Enquanto a maioria das outras colônias do "Novo Mundo" procurou e conseguiu sua independência muito mais cedo, Cuba permaneceu leal, talvez por causa do valor de suas exportações para a Europa e sua preocupação com a influência dos Estados Unidos na região.

A Espanha continuou a controlar Cuba até 1895, quando uma revolução liderada por José Julián Martí,com intervenção dos Estados Unidos,resultou no estabelecimento da República de Cuba.

Até o presente governo tomar posse em 1959, Cuba era o maior produtor de açúcar do mundo. Mas diversos embargos comerciais, desde a metade do século vinte, têm limitado a economia de Cuba. A exportação de tabaco e açúcar continua muito importante para a economia da nação.






Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php?id=306> acesso em 03 de junho de 2008

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Islândia por Dentro

Localizada ao sul do círculo polar do Atlântico Norte, a Islândia é o país nórdico menos povoado. Trata-se da segunda maior ilha da Europa (menor apenas que a Grã-Bratanha), e sua capital, Reykjavik, é a mais setentrional do mundo.

A Islândia desfruta de um clima, de certo modo, temperado, não devido à sua localização, mas em parte pelas correntes moderadas do Golfo. A Islândia é um ponto geologicamente quente, com gêiseres ativos e muitos vulcões. Embora esteja bem próxima ao círculo polar, sua costa permanece livre de gelo, mesmo no inverno.

Os primeiros colonizadores do país possivelmente tenham sido monges ou eremitas irlandeses que chegaram à ilha no oitavo século, mas partiram após a chegada dos nórdicos. Acredita-se que o primeiro nórdico a se estabelecer permanentemente, tenha sido Ingólfur Arnarson, onde hoje é a cidade de Reykjavik, em 874. Em 930, os pioneiros estabeleceram o Estado Livre Islandês, governado por Althing, um parlamentar da área legislativa e judiciária. O cristianismo foi adotado por volta do ano 1000.

No meio do século XVI, o rei dinamarquês Christian III impôs o luteranismo a todos os cidadãos da Islândia e a Igreja Nacional da Islândia é, de fato, a luterana. Os islandeses desfrutam liberdade religiosa, mas não há separação entre a igreja e o estado.

Pesquisas mostram que 43% da população nunca freqüentou qualquer igreja e que apenas 10% freqüenta regularmente.  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte de pesquisa: Extraido do prtal da adventist World em língua portuguesa, disponivel em <http://portuguese.adventistworld.org/article.php?id=326> acesso em 02 de junho de 2008